A Europa à Procura do Futuro
Da Convenção de Filadélfia ao Tratado de Lisboa
SYNOPSIS
Desde os primórdios da integração europeia que os "pais fundadores" não esconderam nunca o fascínio pelo processo federal norte-americano. Este fascínio animou durante anos os defensores de um modelo federal à escala europeia. Mas, como fica patente nesta obra, não há modelos ideais. Cada arquitectura institucional corresponde a momentos históricos, não se podendo dizer que o modelo federal americano constitui o arquétipo por excelência do projecto de integração europeia.
Já a visão comparada dos dois processos de vocação constitucional - presentes nesta obra de Arnaldo Gonçalves - e de dois textos fundadores de grandes espaços políticos norteados pelos valores da democracia, da liberdade e dos direitos humanos, constitui, sem dúvida, uma excelente oportunidade para reflectir sobre o sentido da evolução histórica do projecto europeu. Com a assinalável diferença de que a Constituição americana tem mais de duzentos anos de efectiva experimentação e a Constituição Europeia neste momento encontra-se bloqueada.
As diferenças não desmotivam uma reflexão sobre o futuro constitucional europeu. Afinal, a Lei Fundamental dos estados Unidos da América esteve à beira de um destino infausto e só entrou em vigor in extremis e de forma quase se diria inesperada…
Quem sabe se semelhante futuro não está reservado ao texto constitucional da União europeia?
DETAILS
| Property | Description |
|---|---|
| ISBN: | 9789722414715 |
| Publisher: | Livros Horizonte |
| Release Date: | November of 2007 |
| Language: | Portuguese |
| Dimensions: | 171 x 241 x 14 mm |
| Cover: | Softcover |
| Pages: | 264 |
| Format: | Book |
| Categories: |
Books in Portuguese
>
Politics
>
European Politics
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| EAN: | 9789722414715 |
REVIEWS
A Europa em crise
arnaldo goncalves
Quando escrevi este livro estava longe de antever os problemas que viriam para a construção europeia na sequência da aprovação do Tratado de Lisboa e da crise financeira dos titulos da divida soberana. Coloquei na altura a hipótese de uma Europa unida num estado superveniente de "estado de necessidade". Cinco anos depois os acontecimentos de há um ano e meio vêm-me dar razão.