A casa dos espíritos
SYNOPSIS
Clara é a matriarca esquiva e misteriosa, dotada de poderes sobrenaturais, que prediz as tragédias da família e estabelece o destino da casa e dos Trueba. Blanca, a sua filha suave e rebelde, nutre um amor pelo filho do capataz do seu pai, o que provoca o desprezo de Esteban, mesmo quando deste amor nasce a neta que ele adora: Alba, uma beleza luminosa e uma mulher ardente e voluntariosa.
As paixões da família Trueba, as suas lutas e segredos desenvolvem-se ao longo de três gerações e de um século de violentas mudanças. Num contexto de revolução e contrarrevolução, a autora dá vida a uma família unida por laços de amor e ódio mais complexos e duradouros que as lealdades políticas que a poderiam separar. Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.
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Filhos da Chuva: as referências de um primeiro romance
Para escrever, é preciso ler muito. Procurar a nossa voz nos livros, encontrar referências, contactar com diferentes estilos. Um fator decisivo para que a página em branco não seja um bloqueio. Depois, entre todos, há os livros que inspiram. Proponho-vos que conheçam alguns livros cuja leitura foi determinante no processo de criação de Filhos da Chuva.
Filhos da Chuva
«Um romance em que a culpa e a obsessão andam de mãos dadas com o acaso e a coragem.»
Antes, porém, falemos deste que é o meu primeiro romance. O primeiro que publiquei, pois há outros que estão na gaveta… e por lá devem permanecer. Para se chegar àquele momento em que consideramos ter uma obra merecedora de ser publicada, há que escrever muito antes. Bater muita tecla, passar muitas horas diante do computador. E depois, se assim o entendermos, deitar fora tudo isso. Escrevo desde os 12 anos e perdidos nas caixas da cave da casa da minha mãe estão o início de um conto sobre a mulher de D. Pedro I, um policial passado no Burundi, uma saga familiar com mais de mil páginas, um romance epistolar, uma novela dedicada a uma grande paixão e muitos poemas. Mas nada disto merece ver a luz do dia. Escrevi estes textos com todo o meu coração. Mas faltava-me vida e, sobretudo, faltava-me leitura. E isso refletia-se na escrita.
Filhos da Chuva é um romance que se passa num Território imaginado, em que existe uma terra, Domínio, onde não para de chover há muito tempo. Tanto que, por isso, e pelo facto de a luz rarear, o próprio tempo parou numa hora que todos acordaram, as cinco da tarde. É neste Território que se movem as personagens, identificadas pela sua função no enredo: Mãe, Filho, Mulher, Dono, Ministro, entre outros homens e mulheres que nos guiam através de uma trama e de uma terra que são, também, personagens principais. Procurei criar momentos de tensão, alguns até – diria – sufocantes, mas também de humor e de uma certa leveza possível. Vi as pessoas deste livro ganharem vida por si e tantas vezes me admirei com o facto de serem elas, a maior parte das vezes, a orientarem o seu rumo numa história onde temas fortes, como a maternidade ou a culpa, acabam por desempenhar papéis principais.
Mas nada disto seria possível sem ter lido livros que me inspiraram. Com este elenco de obras-mestras, não quero ter a veleidade da comparação. Pelo contrário, enumero alguns dos livros que me vêm construindo enquanto autor.
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Uma Casa na Escuridão
Foi sobretudo na ideia de que o Mal, esse, com maiúscula, pode chegar a qualquer momento e desencadear mudanças absurdas nas vidas das pessoas, que encontrei referências que me interessavam para o meu romance. Peixoto escreveu um livro a que regresso muitas vezes para recentrar esse fino equilíbrio entre a tranquilidade e o horror. Um horror pleno que não encontramos em Domínio, mas que, em determinados momentos da narrativa, lhe serve de redoma.
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O Pecado de Porto Negro
Não é fácil criarmos um mundo de raiz. Até onde temos de ir para que se torne coeso? Norberto Morais fá-lo com uma mestria irrepreensível, não apenas neste livro, como também em A Balada do Medo. É bem possível pensar que o Território de Filhos da Chuva poderia estar no mesmo mundo desta América Latina de Norberto Morais, ainda que, provavelmente, em tempos históricos diferentes.
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Para onde vão os guarda-chuvas
A delicadeza das relações entre os filhos e os pais é um tema que sobressai nesta autêntica obra-prima. Aquele fino estalar de entendimento entre um filho e um pai, a confusão a que podem conduzir diferentes condutas perante uma criança e perante a memória de outras pessoas que, ainda assim, podem ou não ser reais. Talvez entre Amor e o seu suposto pai, de Filhos da Chuva, existam memórias imaginadas cuja origem tenha ido beber a um dos mais impactantes romances da literatura portuguesa.
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Ensaio sobre a Cegueira
A questão do narrador, nesta e noutras obras de Saramago, é algo que me interessa muito. Encaro-o como um narrador presente, ainda que por vezes não tão diretamente, mas ao ler o autor tenho sempre a impressão de que é alguém que me conta uma história, que me conduz através de um enredo. Este narrador não nos conta tudo, mas há sempre a ideia de que pode ter com ele toda a informação e dosear a forma como a entrega ao leitor.
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A Casa dos Espíritos
O realismo mágico nunca pode servir de remate de uma situação para a qual o autor não tem solução. Esse deus ex machina, na minha opinião, assassina qualquer livro. Allende, neste livro, entrega-nos elementos de realismo mágico postos numa história que retrata um país não nomeado, mas com factos históricos que nos aportam no Chile. Não usa nunca esses elementos como desenlace ou resolução e, penso, esse é um grande ensinamento a autores que se queiram mover dentro desse território da criatividade.
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A Vida Secreta das Casas
As casas presentes nestes livros, cada uma à sua maneira, passam de simples cenários estáticos a espaços com voz e história próprias, capazes de moldar tanto o rumo da narrativa como a experiência emocional de quem as conhece através da leitura. Homer & Langley, de E. L. Doctorow E. L. Doctorow baseou-se na história verídica e insólita de Homer e Langley Collyer para escrever Homer & Langley. Apesar de viverem no centro de Nova Iorque, os dois irmãos excêntricos decidem isolar-se numa casa que vão enchendo de jornais, artefactos e detritos, até a transformarem num espaço saturado de memórias. Com o passar do tempo, o amontoado de artefactos enche as divisões, torna os corredores claustrofóbicos e bloqueia portas, convertendo o interior da casa num labirinto sem saída. Os objetos que os irmãos acumulam acabam por ser as únicas testemunhas do mundo exterior e do seu afastamento progressivo da realidade. Mais do que um refúgio, a casa funciona como espelho da clausura e de um tempo que não cessa de se acumular. É neste cenário sufocante que E. L. Doctorow constrói uma narrativa sobre o isolamento, a loucura e a estranha sobrevivência de quem escolhe viver apenas dentro da própria memória, arredado do mundo. COMPRO NA WOOK! » A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende, apresenta a figura de uma casa como centro gravitacional para onde convergem todas as vivências de uma família ao longo de várias gerações. As suas paredes não servem apenas para abrigar pessoas, acumulam nascimentos, mortes, amores e tragédias, funcionando também como espelho da História política e social do Chile. Os fantasmas que a percorrem não são figuras decorativas, mas presenças legítimas que recordam que a memória não desaparece, instala-se em cada tijolo e prolonga-se para além do tempo dos vivos. É sobretudo através das mulheres que a casa ganha densidade, pois são elas que a habitam plenamente e sustentam o fio da narrativa, mesmo quando a violência e o poder tentam rompê-lo. A casa reflete as gerações que a atravessam, com todas as suas contradições, e devolve-lhes a intensidade dos gestos e das dores. Resiste ao desgaste da vida, sobrevive aos que nela entram e saem e transforma-se num arquivo vivo da experiência humana, onde o íntimo e o coletivo se fundem. No fundo, a casa de Allende não é apenas um lugar, mas também o território das mulheres que nela inscrevem a memória, uma forma de interrogar o passado e compreender como os espaços guardam aquilo que o tempo tenta apagar. COMPRO NA WOOK! » Caruncho, de Layla Martínez Tal como em A Casa dos Espíritos, a casa de Caruncho, romance de Layla Martínez, é também o epicentro das memórias familiares e coletivas, ainda que os estilos de ambos os livros sejam bastante distintos. Em Allende, predomina o realismo mágico, enquanto em Martínez o tom se aproxima do terror psicológico e da metáfora sombria, em que o assombro ganha contornos de claustrofobia e violência herdada. Em Caruncho, a degradação da casa mimetiza a deterioração de quem nela habita. O bolor, as infiltrações, o ranger da madeira e os cantos escuros não são sinais inertes de abandono, mas vozes que denunciam, avisam e condenam. A casa funciona como catalisador de medos ancestrais e da violência que persiste entre gerações. A narrativa entrelaça esse espaço doente com as marcas da Guerra Civil espanhola, revelando como a memória do conflito continua a infiltrar-se na vida quotidiana e a assombrar os descendentes. Ao mesmo tempo, expõe a desigualdade entre homens e mulheres e mostra como a opressão patriarcal se inscreve nas paredes e determina destinos. Martínez transforma a casa num organismo autónomo, simultaneamente testemunha e agente de uma mudança voraz, capaz de refletir e intensificar os dramas humanos. A relação simbiótica entre espaço e personagem evidencia como a arquitetura condiciona de forma quase inevitável sentimentos, atitudes e decisões. COMPRO NA WOOK! » Rebecca, de Daphne Du Maurier A mansão de Manderley é o centro da narrativa de Rebecca e impõe-se como uma personagem silenciosa mas decisiva no desenrolar da ação. Rodeado por jardins exuberantes e atravessado por corredores sombrios, o casarão guarda a memória da falecida Rebecca, a primeira esposa de Maxim de Winter. Pouco tempo depois de enviuvar, Maxim casa-se novamente, mas a sua nova mulher, ao chegar a Manderley, percebe que não se limita a habitar uma casa: enfrenta uma presença invisível que governa cada gesto e cada pensamento. Vive numa constante sensação de insegurança e vigilância. Manderley torna-se a encarnação de um passado impossível de enterrar, uma prisão dourada onde a lembrança suplanta o presente. Cada detalhe arquitetónico carrega segredos, tradições e tensões que interferem ativamente na vida de quem ali vive. A narrativa foca-se na ideia da casa como cárcere, um espaço que controla, observa e condiciona a vida de quem a habita. Neste ambiente opulento, carregado de pressões invisíveis, a nova senhora de Winter vê-se constantemente confrontada com comparações silenciosas e expectativas fantasmagóricas que minam a sua confiança e definem a forma como se percebe a si própria e ao mundo que a rodeia. COMPRO NA WOOK! »
As Histórias que Herdamos
No espírito do Dia dos Avós, que se comemora a 26 de julho, partilhamos cinco obras em que a presença dos avós marca — e transforma — a história.
O Sonho do Jaguar, de Miguel Bonnefoy
«No terceiro dia de vida, Antonio Borjas Romero foi abandonado nos degraus de uma igreja, numa rua que hoje tem o seu nome.» É com esta frase poderosa que Miguel Bonnefoy inicia o seu já muito premiado segundo romance, inspirado na vida dos seus avós maternos e que combina com agilidade a História da Venezuela – desde a descoberta do petróleo em Maracaibo em 1919 às revoluções que instauraram ditaduras – e as lendas familiares.
Criado na pobreza, Antonio começa por ser vendedor de cigarros, carregador no cais e criado num bordel, mas com determinação e inteligência torna-se um dos cirurgiões mais respeitados do país. Partilha esta jornada com a sua mulher, Ana María, a primeira médica da região, com quem tem uma filha. Entre as personagens, encontramos um pinguim que «nadou dos pólos até às águas tropicais» e um fantasma que assombra uma casa, numa narrativa que se deixa contagiar pelo realismo mágico. Caberá a Cristóbal, o neto de Antonio, reunir em cadernos todas as histórias desta família extraordinária.
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O Livro do Verão, de Tove Jansson
O Livro do Verão é uma obra-prima silenciosa e terna sobre a ligação entre uma menina e a avó numa pequena ilha finlandesa. Acompanhado por fantasiosas ilustrações, o romance capta o ritmo da natureza, a intimidade familiar e os mistérios de crescer. Sophia, a criança, é curiosa e impulsiva; a Avó é sábia, espirituosa e não teme enfrentar as verdades mais duras da vida. Os seus dias enchem-se de pequenas aventuras, conversas filosóficas e da beleza tranquila da ilha. Um livro que é uma celebração dos momentos fugazes da vida, em que a relação entre gerações é retratada com rara honestidade e delicadeza. O humor que inspirou Tove Jansson, que além de escritora foi uma fantástica ilustradora, a criar os amorosos seres imaginários Mumin, acompanha esta narrativa que capta a essência do verão.
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A minha avó pede desculpa, de Fredrik Backman
Elsa tem quase oito anos e é diferente — como todos os heróis devem ser. A sua melhor (e única) amiga é a avó: uma septuagenária doida varrida que dispara paintball da varanda e invade jardins zoológicos para animar a neta. À noite, leva Elsa ao reino mágico de Miamas, onde ser diferente é a regra e cada história esconde uma verdade. Mas quando a avó morre, Elsa vê-se sozinha, até descobrir uma série de cartas que a avó deixou para entregar, pedindo desculpa a quem magoou. Guiada por essas cartas, Elsa parte numa aventura pelo prédio onde vive, descobrindo os segredos incríveis (e por vezes dolorosos) dos seus vizinhos. Cada encontro revela ligações inesperadas entre o mundo real e os contos de fadas da sua infância. Uma história comovente e cheia de humor sobre crescer, perder e acreditar, de Fredrik Backman, autor de Um Homem Chamado Ove.
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A casa dos espíritos, de Isabel Allende
Nunca é tarde para ler o livro que projetou Isabel Allende para a fama internacional. A Casa dos Espíritos (1982) é uma saga familiar intensa que acompanha quatro gerações da família Trueba, entrelaçando as suas vidas com a História política e social do Chile ao longo do século XX. Tudo começa com Clara del Valle, uma menina sensível e clarividente, que prevê acontecimentos e comunica com espíritos. Após a trágica morte da irmã, Clara deixa de falar — e só volta a fazê-lo para anunciar que se vai casar com Esteban Trueba, um homem ambicioso e autoritário. Esteban constrói um império rural e impõe a sua vontade com mão de ferro, mas nunca consegue dominar Clara, cuja serenidade e ligação ao invisível mantêm a família unida. Ela, a filha Blanca e a neta Alba vão formando um elo de resistência e ternura. Com a chegada da ditadura, a memória torna-se essencial para sobreviver.
Permeada pelo realismo mágico, esta é uma história sobre poder, amor, perda e sobrevivência, um retrato de como o passado molda o presente.
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Veja aqui o trailer do filme A Casa dos Espíritos
Avó Dezanove e o Segredo do Soviético, de Ondjaki
Numa Luanda recente da independência, um bairro à beira-mar é o universo de um grupo de crianças curiosas e vizinhos excêntricos. A estrela desta comunidade viva e unida é a Avó Dezanove, mulher corajosa, sempre pronta para brincar e contar histórias. Mas a paz do bairro é posta em risco quando os soviéticos planeiam demolir a velha igreja para erguer uma nova estrutura do regime. Crianças e moradores juntam-se então numa missão secreta para impedir essa destruição. E o que vai acontecer é contado na voz ingénua, poética e com o sentimento profundo de uma criança. A Avó Dezanove vai ter o papel da sua vida…
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Entre espíritos e polvos – livros que deram filmes [c/trailers]
A Casa dos Espíritos, cuja história continua a surpreender pela sua beleza e intensidade, passou novamente para os ecrãs, desta vez numa série televisiva que lhe traz um novo sopro de vida. Um velho polvo sábio e orgulhoso salta das páginas de Criaturas Extremamente Inteligentes e brilha num filme encantador. Tudo Me Lembra de Ti, o romance bestseller de Coleen Hoover, chegou já ao cinema. Num tom mais jovem e algo spicy, O Pacto, de Elle Kennedy, e Margo Tem Problemas de Dinheiro também já habitam os ecrãs. Leia os livros, veja os filmes!
A casa dos espíritos, de Isabel Allende
Nunca é tarde para ler o livro que projetou Isabel Allende para a fama internacional. A Casa dos Espíritos (1982) é uma saga familiar intensa que acompanha quatro gerações da família Trueba, entrelaçando as suas vidas com a História política e social do Chile ao longo do século XX. Tudo começa com Clara del Valle, uma menina sensível e clarividente, que prevê acontecimentos e comunica com espíritos. Após a trágica morte da irmã, Clara deixa de falar — e só volta a fazê-lo para anunciar que se vai casar com Esteban Trueba, um homem ambicioso e autoritário. Esteban constrói um império rural e impõe a sua vontade com mão de ferro, mas nunca consegue dominar Clara, cuja serenidade e ligação ao invisível mantêm a família unida. Ela, a filha Blanca e a neta Alba vão formando um elo de resistência e ternura. Com a chegada da ditadura, a memória torna-se essencial para sobreviver.
Permeada pelo realismo mágico, esta é uma história sobre poder, amor, perda e sobrevivência, um retrato de como o passado molda o presente.
Onde ver?: Amazon Prime
Data de estreia: 29 de abril de 2026
QUERO LER!»
Criaturas Extremamente Inteligentes, de Shelby Van Pelt
Tova limpa aquários de noite para não pensar no filho desaparecido no mar há trinta anos. Marcellus, o polvo-gigante-do-pacífico com quem partilha o silêncio, sabe o que ela não sabe — e vai usar cada um dos seus oito tentáculos para lho dizer a tempo. A narrativa alterna entre as duas vozes: a de uma mulher que aprendeu a viver à volta da dor, e a de uma criatura que, por princípio, despreza os humanos que o prendem — mas que faz uma exceção, por ela. Ao longo das páginas, os segredos de Erik, o filho perdido, vão emergindo, revelando como é importante encarar o passado para que o futuro ganhe novas dimensões.
Onde ver?: Netflix
Data de estreia: 8 de maio de 2026
QUERO LER!»
O Pacto | Série Off-Campus, de Elle Kennedy
Hannah quer conquistar Justin, mas carrega um passado que a faz duvidar de si própria. Garrett Graham, o capitão da equipa de hóquei no gelo, não quer perder o seu lugar na equipa, pelo que precisa de subir a média académica. O pacto que fazem parece simples: ela ajuda-o a estudar, ele ensina-a a ser mais confiante. Mas este jogo tem mais surpresas do que qualquer um dos dois esperava. Um romance universitário com desfechos imprevisíveis.
Onde ver?: Amazon Prime
Data de estreia: 13 de maio de 2026
QUERO LER!»
Margo Tem Problemas de Dinheiro, de Rufi Thorpe
Margo Millet entrou na universidade sem plano e saiu com um bebé, uma dívida e a certeza de que ninguém a vai salvar. Filha de uma empregada de mesa e de um lutador profissional reformado, aprendeu cedo que a vida não oferece atalhos — e um romance com o professor de Literatura Inglesa veio confirmar isso da pior maneira possível. Aos vinte anos, com o despejo à porta e um recém-nascido ao colo, Margo tem de encontrar uma saída… nada convencional. Margo Tem Problemas de Dinheiro é um romance certeiro e inesperadamente divertido sobre crescer quando as circunstâncias não dão outra escolha.
Onde ver?: Apple TV+
Data de estreia: 15 de abril de 2026
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Tudo Me Lembra de Ti, de Colleen Hoover
Kenna Rowan saiu da prisão com cinco anos nas costas e uma única certeza: quer a filha de volta. Diem tem quatro anos, cresceu sem ela, e os avós paternos — que a criaram — não estão dispostos a facilitar o reencontro. Ledger Ward, dono do bar local e homem de confiança dessa família, é o último a quem Kenna devia procurar ajuda. E, no entanto, é exatamente aí que a encontra. A relação que os dois constroem tem de existir às escondidas, porque a verdade custaria a ambos o pouco que ainda têm. Uma história sobre culpa, redenção, e o preço de recomeçar quando o passado se recusa a ficar para trás.
Data de estreia: 26 de março de 2026, nos cinemas
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DETAILS
| Property | Description |
|---|---|
| ISBN: | 978-972-0-04445-7 |
| Publisher: | Porto Editora |
| Release Date: | March of 2013 |
| Language: | Portuguese |
| Dimensions: | 152 x 235 x 30 mm |
| Cover: | Softcover |
| Pages: | 408 |
| Format: | Book |
| Categories: |
Books in Portuguese
>
Fiction
>
Romance
|
| EAN: | 978972004445717 |
| Recommended Minimum Age: | Not applicable |
REVIEWS
Um mundo de histórias...
Susana Pereira
Apesar de ser a obra mais reconhecida da autora Isabel Allende, foi a obra que li em último lugar e sem dúvida das que mais me fascinou! Recomendo a leitura deste livro que como uma teia relaciona as vidas de um conjunto de personagens ricas em aventuras e desventuras.
Inesquecível!
Andreia S.S. Mónica
Isabel Allende é para mim uma das melhores escritoras de sempre! Já li vários livros de Isabel mas esta obra é inesquecível, intemporal. Cada personagem é fantástica. Num contexto histórico muito interessante. Imperdível!
Dos melhores
Susana Fernandes
Dos melhores livors que já li. Saga familiar que fala de relações interpessoais, panorama politico, amores e desamores, violência, etc etc. Lê-se super bem, escrita fluida , surreal como conseguimos nos prender a tanta personagem numa obra. Recomendo a qualquer leitor/a que goste de ler livros realmente bem escritos.
Inesquecível
Andreia Mónica
Há muito tempo que tinha este livro na minha lista de desejos. É um livro para ser saboreado, para compreender cada personagem fantástica, para aprender com o seu ambiente histórico. É um livro que tem uma mensagem gigante, intemporal! Adorei, é daqueles livros que queremos para sempre perto de nós! Para ler e reler e recomendar ¿
Sublime
catarina
Prendeu-me do início ao fim e assim que acabei tive vontade de o recomeçar. O enredo, as personagens, as lições de História... recomendo vivamente!
Surpreendida
A.Sousa
Foi o primeiro livro de Isabel Allende que li assim como o primeiro de realismo mágico. Fiquei surpreendida pela positiva. A escrita da autora e a forma como vai descrevendo cada um dos personagens faz com que fiquemos ligados e a torcer por eles. Gostei muito!
O poder do feminino
RT
Este livro nos prende logo na primeira frase. É impossível não se envolver com a saga das mulheres que Isabel Allende desenha com tamanha magistralidade. Personalidades, tradições e exoterismo, enredados numa narrativa primorosa que nos transporta para um Chile em plena revolução. Com certeza é um livro para ler e reler inúmeras vezes. Recmomendo.
Leitura emocionante
Carmo
Dele se diz ser o parente mais próximo de Cem Anos de Solidão. O parentesco confirmou-se, A Casa dos Espíritos é um livro inesquecível. Falar da história do livro e da família Trueba, é falar da história do Chile. Do conservadorismo dos governos, dos movimentos revolucionários do proletariado, da ditadura, da tortura e da morte de milhares às garras do regime. No entanto, embora seja evidente para o leitor, não há identificação de carrascos ou de heróis. Assim como Neruda é mencionado simplesmente como "o Poeta", Pinochet é "o Ditador" e Salvador Allende "o Presidente" deposto. Na incógnita das personagens desenha-se a história de um país e de um povo. A magia de Isabel Allende é misturar tão bem a realidade com o folclore e misticismo sul-americanos sem nunca nos parecer cair em exagero. As personagens são a ponte entre os dois mundos, mas tão credíveis nos seus contornos reais e fantásticos que reforçam e unem os dois universos. À semelhança de Cem Anos de Solidão, também aqui se sente a presença constante do universo feminino. Num espaço de machismo e brutalidade masculina, o domínio dos homens é por vezes ilusório, são as mulheres o símbolo da resistência, são elas que congeminam e concretizam as grandes ideias, que amam desmesuradamente, que sofrem e sacrificam-se pelos seus homens, e tecem uma teia labiríntica de entreajuda que corrige as falhas do poder masculino. Não foi a primeira leitura que fiz de Isabel Allende, mas foi a mais arrebatadora. A que mais me fez sentir a presença das personagens como gente de carne e osso; gente que me fez rir e chorar, sofrer com uns e enfurecer-me com outros, enquanto todos vão deambulando por entre espíritos e sussurros de fantasmas, numa existência de inevitável fatalidade. (less)
Um livro sobre mulheres e muito mais
Susana Duraes
Há muito que queria ler este livro. Finalmente tive a oportunidade e realmente é um livro que tive muito prazer em ler. Para alem de retratar uma família em diferentes gerações e dos seus elementos femininos muito donas do seu nariz, retrata também uma parte da historia do Chile. O que torna este livro muito interessante fundindo assim factos verídicos da historia chilena com ficção e fantasia.
Leitura envolvente
Daniela Gonçalves
Apreciei imenso este livro, o primeiro que li da autora. A diversidade e complexidade das personagens, assim como facto de o livro permitir uma grande proximidade com as mesmas, tornam esta leitura evolvente e incrivelmente cativante.
Simplesmente cativante
Ana Fernandes
A Autora tem a capacidade de nos fazer deambular entre várias personagens, todas elas sedutoras, umas pela ingenuidade, outras pela crueza sem disfarces. A figura feminina deixa a sua marca em todas elas e acaba por se sobrepor às mentalidades da época. Leitura simplesmente cativante do principio ao fim.
Livro simplesmente fantástico
Bárbara M
Foi o primeiro livro que li da Isabel Allende e fiquei deslumbrada. A forma como a autora conta a história, ora nos leva às lágrimas, ora nos arranca sorrisos...
A casa dos espíritos
Joana Costa
Fantástico! É uma história envolvente, transporta-nos para aquele tempo, para aquela família e para aquela vida. Muito bom!
A casa dos espiritos
Eliana
Curiosamente não foi o primeiro livro que li desta autora, mas é empolgante até à ultima página.
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Crónica de uma Morte AnunciadaEm stock - envio até10%Dom Quixote15,50€ 10% CARTÃO
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Se o Disseres na Montanha10%Alfaguara Portugal18,45€ 10% CARTÃOfree shipping