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Provavelmente Alegria eBook

by José Saramago
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Publisher: Porto Editora, July of 2014 ‧
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A segunda investida poética de Saramago surge quatro anos após Os Poemas Possíveis. São poemas de sombra e de luz, entrançados, de uma elaboração feita através do seu próprio avesso, simultaneamente de mar e de trevas. «Devagar, vou descendo entre corais. / Abro, dissolvo o corpo: fontes minhas / De águas brancas, secretas, reunidas / Ao orvalho das rosas escondidas.»
Poemas na altura inovadores, marcados pelo amor dito-escrito em transparências breves, imprecisas, e uma certa amargura-tristeza bem portuguesas, na sua raiz claramente lírica. A paixão parece sobrepor-se à militância: «Branco o teu peito, ou sob a pele doirado? / E os agudos cristais, ou rosas encrespadas / Como acesos sinais na fortuna do seio? / Que morangos macios, que sede inconformada, / Que vertigem nas dunas que se alteiam / Quando o vento do sangue dobra as águas / E em brancura vogamos, mortos de oiro.» E o erotismo faz, de forma decidida, a sua aparição em verso: «Teu corpo de terra e água / Onde a quilha do meu barco / Onde a relha do arado / Abrem rotas e caminho.»

Diário de Notícias, 9 de outubro de 1998

Provavelmente Alegria

by José Saramago

Property Description
ISBN: 978-972-0-68485-1
Publisher: Porto Editora
Release Date: July of 2014
Language: Portuguese
Format: eBook
File Format and Compatibility:
Collection: Obras de José Saramago
Categories: eBooks in Portuguese > Fiction > Poetry
Recommended Minimum Age: Not applicable

Amor, Memória e Condição Humana

Sara Oliveira

Descobrir este livro foi uma agradável surpresa, já que revela um lado mais íntimo e lírico de José Saramago. Os poemas exploram temas como o amor, a memória e a condição humana, com uma sensibilidade delicada e introspectiva. A linguagem é simples, mas carregada de significado e emoção. É, provavelmente, das suas obras menos conhecidas, mas valiosa para quem quer conhecer a dimensão poética do autor.

“Provavelmente Alegria

Anabela Borges

Esta obra poética de José Saramago surpreendeu-me e cativou-me profundamente. Os versos são tecidos de sombra e luz, trabalhados com uma inovação engenhosa, onde o mar e as trevas se entrecruzam, através de uma complexidade imagética premente. Trata-se de uma coletânea inovadora para a época, destacando-se pela forma como o amor é abordado, de forma translúcida e etérea, como se cada palavra fosse um eco de emoções veladas. Além disso, há uma melancolia tipicamente portuguesa, um traço lírico inconfundível, que permeia os versos com uma tristeza quase resignada. A paixão parece prevalecer sobre o tom de militância, tornando a leitura uma experiência intensamente emocional, que recomendo vivamente para quem procura uma experiência profunda com sentimentos delicados

Poesia belíssima

FG

É uma pena que haja tão poucas referências aos poemas desta obra de Saramago, são brilhantemente belos!

ABOUT THE AUTHOR

José Saramago

Prémio Nobel de Literatura, 1998

Autor de mais de 40 títulos, José Saramago nasceu em 1922, na aldeia de Azinhaga.
As noites passadas na biblioteca pública do Palácio Galveias, em Lisboa, foram fundamentais para a sua formação. «E foi aí, sem ajudas nem conselhos, apenas guiado pela curiosidade e pela vontade de aprender, que o meu gosto pela leitura se desenvolveu e apurou.»
Em 1947 publicou o seu primeiro livro que intitulou A Viúva, mas que, por razões editoriais, viria a sair com o título de Terra do Pecado. Seis anos depois, em 1953, terminaria o romance Claraboia, publicado apenas após a sua morte.
No final dos anos 50 tornou-se responsável pela produção na Editorial Estúdios Cor, função que conjugaria com a de tradutor, a partir de 1955, e de crítico literário.
Regressa à escrita em 1966 com Os Poemas Possíveis.
Em 1971 assumiu funções de editorialista no Diário de Lisboa e em abril de 1975 é nomeado diretor-adjunto do Diário de Notícias.
No princípio de 1976 instala-se no Lavre para documentar o seu projeto de escrever sobre os camponeses sem terra. Assim nasceu o romance Levantado do Chão e o modo de narrar que caracteriza a sua ficção novelesca. Até 2010, ano da sua morte, a 18 de junho, em Lanzarote, José Saramago construiu uma obra incontornável na literatura portuguesa e universal, com títulos que vão de Memorial do Convento a Caim, passando por O Ano da Morte de Ricardo Reis, O Evangelho segundo Jesus Cristo, Ensaio sobre a Cegueira, Todos os Nomes ou A Viagem do Elefante, obras traduzidas em todo o mundo.
No ano de 2007 foi criada em Lisboa uma Fundação com o seu nome, que trabalha pela difusão da literatura, pela defesa dos direitos humanos e do meio ambiente, tomando como documento orientador a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Desde 2012 a Fundação José Saramago tem a sua sede na Casa dos Bicos, em Lisboa.
José Saramago recebeu o Prémio Camões em 1995 e o Prémio Nobel de Literatura em 1998.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, condecorou postumamente, a 16 de novembro de 2021, José Saramago com o grande-colar da Ordem de Camões, pelos "serviços únicos prestados à cultura e à língua portuguesas", no arranque das comemorações do centenário do nascimento do escritor.

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