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Poesia Completa De Álvaro De Campos eBook

by Fernando Pessoa
language: brazilian portuguese
Publisher: Companhia das Letras, May of 2025 ‧
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A poesia de Álvaro de Campos tem espaço cativo no coração dos leitores de Fernando Pessoa, que por sua vez via neste heterônimo seu principal alter ego. A edição inclui posfácio inédito de Viviana Bosi. "Pus em Álvaro de Campos toda a emoção que não dou nem a mim nem à vida", admitiu Fernando Pessoa em uma carta, em 1935. Nascido em 1890, em Tavira, no sul de Portugal, o heterônimo se consagrou como uma das faces mais prolíficas e apaixonantes do poeta. Com versos rebeldes e indisciplinados, que às vezes flertam com a prosa poética, Campos nos convida a refletir sobre a solidão e a melancolia, num estilo que revela desgosto em relação à realidade e fascínio pelas múltiplas possibilidades que a imaginação permite criar. A presente edição conta com organização e estabelecimento de texto de Richard Zenith –– autor de Pessoa: Uma biografia ––, Manuela Parreira da Silva e Fernando Cabral Martins. No posfácio, a professora Viviana Bosi conclui que a obra de Campos, embora se desenrole em fases diferentes, termina numa reflexão contundente sobre a desilusão e o ceticismo. "Desconheço escritor que tenha ido mais longe na balança entre o autoelogio e a autodepreciação. Às vezes, um deus, um gênio; outras, o mais vil dos miseráveis."

Poesia Completa De Álvaro De Campos

by Fernando Pessoa

Property Description
ISBN: 9788535941739
Publisher: Companhia das Letras
Release Date: May of 2025
Language: Brazilian Portuguese
Pages: 496
Format: eBook
File Format and Compatibility:
Categories: eBooks in Portuguese > Fiction > Poetry
EAN: 9788535941739
Acessibilidade: Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor

ABOUT THE AUTHOR

Fernando Pessoa

Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa literatura, conhecido mundialmente. A sua poesia acabou por ser decisiva na evolução de toda a produção poética portuguesa do século xx. Se nele é ainda notória a herança simbolista, Pessoa foi mais longe, não só quanto à criação (e invenção) de novas tentativas artísticas e literárias, mas também no que respeita ao esforço de teorização e de crítica literária. É um poeta universal, na medida em que nos foi dando, mesmo com contradições, uma visão simultaneamente múltipla e unitária da vida. É precisamente nesta tentativa de olhar o mundo duma forma múltipla (com um forte substrato de filosofia racionalista e mesmo de influência oriental) que reside uma explicação plausível para ter criado os célebres heterónimos – Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, sem contarmos ainda com o semi-heterónimo Bernardo Soares.
Fernando Pessoa nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em fins de 1903 faz o exame de admissão à Universidade do Cabo. Com esta idade (15 anos) é já surpreendente a variedade das suas leituras literárias e filosóficas. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como «correspondente estrangeiro». Em 1912 estreia-se na revista A Águia com artigos de natureza ensaística. 1914 é o ano da criação dos três conhecidos heterónimos e em 1915 lança, com Mário de Sá-Carneiro, José de Almada Negreiros e outros, a revista Orpheu, que dá origem ao Modernismo. Entre a fundação de algumas revistas, a colaboração poética noutras, a publicação de alguns opúsculos e o discreto convívio com amigos, divide-se a vida pública e literária deste poeta.
Pessoa marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista Orpheu (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, Mensagem (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos.

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