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Memórias De Um Sargento De Milícias eBook

by Manuel Antônio de Almeida
language: brazilian portuguese
Publisher: Folha de S.Paulo, September of 2024 ‧
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Publicado de forma anônima em 1854, o único romance do jornalista carioca Manuel Antônio de Almeida é singular também no quadro da literatura brasileira do seu tempo. Distante da sensibilidade romântica então vigente, a narrativa cômica das peripécias do malandro Leonardo dispensa de saída o tom elevado — e tantas vezes afetado — da literatura com L maiúsculo. Com vivacidade e uma linguagem próxima da fala das ruas, sem cerimônia ou sombra de intenção moralizante, o romance nos conduz pela mão por becos, boticas e batuques do Rio de Janeiro do "tempo do rei" — ou seja, D. João VI. É um mundo divertido, mas perigoso, que o autor pinta com talento de cronista e que povoa de tipos humanos habituados a lutar pela sobrevivência na fronteira da legalidade, para quem as noções de certo e errado estão sempre trocando de lugar.

Memórias De Um Sargento De Milícias

by Manuel Antônio de Almeida

Property Description
ISBN: 9786585642019
Publisher: Folha de S.Paulo
Release Date: September of 2024
Language: Brazilian Portuguese
Pages: 224
Format: eBook
File Format and Compatibility:
Categories: eBooks in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 9786585642019

ABOUT THE AUTHOR

Manuel Antônio de Almeida

Manuel Antônio de Almeida, escritor e jornalista brasileiro, militante na imprensa liberal, nasceu no bairro da Gamboa, no Rio de Janeiro, em 17/11/1831, e faleceu no naufrágio do vapor Hermes, que navegava de Macaé a Campos, em 28/11/1861, cidade para a qual se dirigia a fim de granjear apoios para o cargo de deputado provincial. Além das Memórias de um sargento de milícias, publicadas primeiramente no jornal carioca Correio Mercantil entre 1852 e 1853 e depois em livro entre 1854 e 1855, escreveu também a ópera Dois amores, publicada e encenada em dezembro de 1861, e traduziu do francês o folhetim Gondicar, ou o amor do cristão, de Louis Friedel, o romance O rei dos mendigos, de Paul Féval, e participou, com Machado de Assis e outros, da malograda tradução do trabalho O Brasil pitoresco, de Charles Ribeyrolles. Além disso, escreveu artigos e poesias na imprensa, vários deles assinados, mas a maioria sem assinatura, em virtude do anonimato que muita vez predominava nesse meio. Entre 1857 e 1859, exerceu o cargo de diretor da Tipografia Nacional, e foi ali que fez amizade com Machado de Assis. Parece ter passado por grandes apuros materiais. Formado em medicina, com tese defendida em 1855, jamais praticou esse ofício. O valor de sua obra só foi efetivamente reconhecido no século XX, sobretudo a partir do Movimento Modernista, deflagrado em 1922.

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