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Macunaíma eBook

by Mário de Andrade
language: brazilian portuguese
Publisher: L&PM Pocket, April of 2017 ‧
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O herói sem nenhum caráter Apresentação de Luís Augusto Fischer; fixação de texto de Guto Leite; notas de Guto Leite e Luís Augusto Fischer Escrito em uma semana de dezembro de 1926 e publicado pela primeira vez em 1928, Macunaíma é um clássico nacional, mas nem sempre foi assim. A consagração começou nos meios acadêmicos ainda nos anos 1960, e continuou com adaptações para o cinema e para o teatro, com edições em língua estrangeira e finalmente quando passou a estar presente em todos os programas de ensino do Brasil. Bebendo na água da tradição indianista encabeçada por José de Alencar e ao mesmo tempo ultrapassando-a, Mário de Andrade (1893-1945) criou uma narrativa alegórica, mescla de lendas e dizeres populares, que conta a história de Macunaíma, "o herói sem nenhum caráter", índio nascido negro mas que se torna branco ao chegar à megalópole paulistana. Exemplar do modernismo brasileiro, Macunaíma rompeu barreiras ao se aproximar da língua brasileira cotidia­na. Até hoje, não cessa de nos fascinar e a impor reflexões sobre a cultura nacional e o modo brasileiro de ser e se pensar. Esta nova edição, inteiramente comentada e anotada, traz também resumos dos capítulos e, como anexo, o capítulo "As três normalistas", que constava na primeira edição da obra.

Macunaíma

by Mário de Andrade

Property Description
ISBN: 9788525434869
Publisher: L&PM Pocket
Release Date: April of 2017
Language: Brazilian Portuguese
Pages: 240
Format: eBook
File Format and Compatibility:
Categories: eBooks in Portuguese > Fiction > Fiction
EAN: 9788525434869
Acessibilidade: Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor

ABOUT THE AUTHOR

Mário de Andrade

Mário de Andrade nasceu em São Paulo, a 9 de outubro de 1893.

Formou-se em piano pelo Conservatório de Música de São Paulo, onde viria a lecionar por quase duas décadas. No mesmo ano, 1917, publicou o primeiro livro de poesia, Há uma gota de sangue em cada poema, sob o pseudónimo de Mário Sobral. Iniciou também uma colaboração constante em jornais e revistas, publicando poemas e críticas de literatura, artes plásticas, música e cinema.

Foi ainda por esta altura que tomou contacto com o Modernismo, vindo a ser o fundador e um dos principais autores do Movimento Modernista brasileiro, que procurava romper com os formalismos estéticos e encontrar uma linguagem nacional, própria, promovendo a integração do homem brasileiro com a sua terra. Em 1922, Mário de Andrade publicou Pauliceia Desvairada, o primeiro livro de poesia do Modernismo brasileiro.

Homem de variados interesses, Mário de Andrade foi também um importante investigador do folclore brasileiro, realizando, ao longo da vida, diversas «viagens etnográficas», com o objetivo de estudar a cultura de cada região, que depois incorporava nas suas obras.

Mário de Andrade exerceu diversos cargos públicos ligados à cultura e criou, em 1939, a Sociedade de Etnologia e Folclore de São Paulo, que veio a presidir.
Manteve uma volumosa e ininterrupta correspondência com autores como Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, Fernando Sabino, e outros.

Mário de Andrade morreu na sua casa em São Paulo, a 25 de fevereiro de 1945, vítima de enfarte do miocárdio.
Por ter mantido uma posição crítica do Estado Novo de Getúlio Vargas, a morte do poeta foi oficialmente ignorada.

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