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Como Uma Flor de Plástico na Montra de um Talho eBook

by Golgona Anghel
Book eBook
Publisher: Assírio & Alvim, July of 2013 ‧
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Subiu dez andares para assim nos poder olhar de frente. Não lhe interessa o que dizem os dissidentes da ditadura. Mas confessa que gostava dos chocolates Toblerone que a sua tia lhe trazia no Natal. Colecciona cabelos nas folhas de um herbário sentimental. Escreve a palavra vazio depois da palavra espera. É como a Salomé — dizem — pede cabeças mas só lhe entregam pizzas. Perdeu a fé num ataque de riso. Exige agora silêncio e um copo de tinto, enquanto apresenta em directo a autópsia da sua glória.

Como Uma Flor de Plástico na Montra de um Talho

by Golgona Anghel

Property Description
ISBN: 978-972-37-1726-6
Publisher: Assírio & Alvim
Release Date: July of 2013
Language: Portuguese
Pages: 72
Format: eBook
File Format and Compatibility:
Collection: Poesia Inédita Portuguesa
Categories: eBooks in Portuguese > Fiction > Poetry
Recommended Minimum Age: Not applicable

5 estrelas

Rute Gonçalves

Do melhor que se faz na Poesia contemporânea! Muito bom!

Roteiro ou rotina...

J. P.

Sufocante como um saco de plástico, cheio de produtos, meios e verbos modernos.

ABOUT THE AUTHOR

Golgona Anghel

Golgona Anghel é licenciada (2003) em Estudos Portugueses e Espanhóis na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e doutorada (2009) em Literatura Portuguesa Contemporânea na mesma universidade. Atualmente, é bolseira da Fundação para a Ciência e Tecnologia e desenvolve um projeto de pós-doutoramento sobre cinema e literatura, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
Publicou dois livros de ensaio — Eis-me acordado muito tempo depois de mim, uma biografia de Al Berto (Quasi Edições, 2006), Cronos decide morrer, viva Aiôn, Leituras do tempo em Al Berto (Língua Morta, 2013) e preparou uma edição diplomática dos Diários do poeta Al Berto (Assírio & Alvim, 2012).
Com uma mão numa salada de ovas de bacalhau e outra numa caneta de tinta permanente, escreve, hoje, sem trégua, espalha doenças, alimenta casos perdidos, parte os dentes dos curiosos passageiros. Tudo isto está devidamente registado: Crematório Sentimental (Quasi Edições, 2007), Vim porque me pagavam, (Mariposa Azual, 2011), Como uma flor de plástico na montra de um talho (Assírio & Alvim, 2013).

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