Miguel Santana
Nasci na freguesia do Estreito da Calheta, na Ilha da Madeira, no seio de uma família campesina, pobre e áspera, por parte do meu pai.
Eu catalogava-os de pobres ricos pois, sempre que levantava o colchão preenchido de lã de ovelha e algumas cagadas de pulgas nos lençóis, tirava dinheiro para que pudesse sobreviver e alimentar-me, já que o meu pai castigava-me com a alimentação e outras cobardias.
Passei fome, miséria e maus-tratos.
Havia muitos entraves na vida.
Chegar ao dia de amanhã era uma luta constante.
Fazer-me homem não foi tarefa fácil.
Aos dezoito anos, emigrei para a Venezuela, conheci a Europa de Norte a Sul e de Este a Oeste.
A minha história viajou por tantos horizontes.
Eu catalogava-os de pobres ricos pois, sempre que levantava o colchão preenchido de lã de ovelha e algumas cagadas de pulgas nos lençóis, tirava dinheiro para que pudesse sobreviver e alimentar-me, já que o meu pai castigava-me com a alimentação e outras cobardias.
Passei fome, miséria e maus-tratos.
Havia muitos entraves na vida.
Chegar ao dia de amanhã era uma luta constante.
Fazer-me homem não foi tarefa fácil.
Aos dezoito anos, emigrei para a Venezuela, conheci a Europa de Norte a Sul e de Este a Oeste.
A minha história viajou por tantos horizontes.
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