D. Mariañez

Débora Mariañez Maranhês nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais: em meio aos incontáveis morros e os tão conhecidos carismas mineiros. Passava, na infância, razoável parte do tempo com os avós maternos, nascidos no Nordeste – o que lhe deu a oportunidade de sempre ouvir histórias variadas –, e, mais frequentemente na casa dos pais, com sua irmã e irmão mais velhos: o que tornou impossível falar sobre sua pessoa sem ao menos citar aqui essas quatro figuras, tão importantes quanto seus pais ao longo de sua vida e desenvolvimento.

Não tendo se mudado, cresceu na cidade – e ainda cresce. Pode-se dizer que sua relação geral com as pessoas, a sociedade, e o mundo expressa-se numa mescla de tanto admiração, quanto angústia, atração e revolta: todos sentimentos que considera inevitáveis para aqueles que têm a consciência desperta. Sua alma, naturalmente apaixonada por tudo o que é pequeno, minoritário, e por detalhes que podem tornar-se gigantes, trouxe-lhe, ao longo de seus (ainda poucos) anos, tanto alegrias quanto tristezas – e, além de em seus textos, pode-se lê-las em seus gestos. É descrita pelos amigos como uma garota primeiramente mais séria e pensativa, mas que, uma vez próxima, torna-se afável – e, quando envolvida em uma discussão ou causa, defende-a com afinco.

A jovem se introduziu no mundo da poesia por volta de seus treze anos de idade – muito embora já fosse amante da literatura em prosa narrativa anteriormente. Aos quatorze anos, interessa-se por fotografia, e aos quinze começa (e termina) um curso rápido sobre a tal, começando a buscar por trabalhos na área. Ainda assim a escrita não foi deixada em segundo plano, com projetos de romances, e um extravasar poético constante. Como nasceu no ano da virada do milênio, é com dezesseis anos que publica seu primeiro livro: o original Monólogos Madrugais, sendo desejo antigo seu publicar um livro: desde jovem apresentou inclinação para se tornar uma autora, e não ocultava seu interesse em tudo relativo ao assunto, tanto tratando-se de romances quanto livros de poesia ou crônicas.

Inspirada pela leitura constante de seus autores favoritos, segue em interminável busca por seu aprimoramento e amadurecimento na escrita, acreditando que tudo pode e deve ser aperfeiçoado mais e mais. Mantém em mente a ideia de não se prender a um único estilo ou padrão, tendo como sua única regra global a exigência da presença de uma significação: "Nada a ser recitado ou lido deve ser recheado pelo vazio. De vazias, já bastam as promessas quebradas e os corações partidos".

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Palavras Soltas

  1. Monólogos Madrugais
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