Sandwich eBook
SINOPSE
As férias deste ano, com os filhos jovens adultos e os pais idosos, prometem ser tão agradáveis como sempre, exceto, talvez, pelos colapsos hormonais de raiva e melancolia de Rocky (olá, menopausa!): o seu corpo está a mudar e a sua vida também.
Ao recordar uma série de verões anteriores, Rocky é confrontada com segredos do passado e expectativas em relação ao futuro, e vê-se obrigada a aceitar que não há história mais agridoce do que a da família...
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 978-989-789-207-3 |
| Editor: | Singular |
| Data de Lançamento: | julho de 2025 |
| Páginas: | 248 |
| Tipo de produto: | eBook |
| Formato e Compatibilidade: | |
| Classificação Temática: |
eBooks em Português
>
Literatura
>
Romance
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| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
| Acessibilidade: | Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor |
OPINIÃO DOS LEITORES
Muito bom
A.R.
É um romance que se lê com agrado e num ápice. A propósito de uma semana de férias de Verão, a narradora, que é uma mulher na casa dos 50 e que está "ensanduichada" entre filhos jovens e pais idosos, conta - a maior parte das vezes de forma leve e bem disposta, mas, outras vezes, de forma séria - as vivências em família, as relações com o marido, os pais e os filhos, a menopausa, o aborto, a homossexualidade, a depressão, o síndrome do ninho vazio e outras tantas situações com que facilmente nos podemos identificar. Excelente! Uma palavra de louvor também para o trabalho irrepreensível (que, em tantos casos, já vai rareando) do(a) revisor(a) do texto.
Divertido e emocionante
Andreia Machado
Para começar, gosto do título, quer pela correlação entre o facto de ser a Rocky, a nossa protagonista e narradora do livro, quem faz todas as sanduíches diariamente durante a semana de férias desta família, quer pelo ato de cuidar de todas as mães, que está implícito nesta ação (pela minha interpretação, claro). Adorei o livro. Contudo, devo referir que talvez não seja para todo e qualquer leitor. É um livro muito focado nas personagens, essencialmente nas dores da nossa narradora, e sinto que pode haver quem não esteja com disposição mental para esta leitura. "Sabem aquela gente com a mania de que devemos estar gratos em vez de nos queixarmos? Acho que eles não entendem quão grata uma pessoa pode ficar pela oportunidade de se queixar." É muito disto: queixas da vida de uma mãe que chegou à menopausa e se sente a ficar meio louca. Há algum mistério, segredos que a nossa Rocky guardou e que ainda a sufocam e deprimem, com os quais não lidou da forma mais saudável, e que vai expiando ao longo desta semana de férias, em vários flashbacks às férias do passado. Isso leva-nos a acompanhar várias fases da sua vida como mãe de duas crianças , que agora são adultos e que lhe deixam a sensação de "ninho vazio". E há a atualidade, em que as alterações hormonais a deixam constantemente alterada, física e mentalmente. Ann Patchett diz, na sua blurb na capa do livro: "Ri sem parar, exceto nas partes que me fizeram chorar.", e foi exatamente assim que senti esta leitura. Há momentos e diálogos que me fizeram dar altas gargalhadas, e depois há outros que me trouxeram lágrimas e vontade de abraçar a Rocky e dizer-lhe: "Eu sei como te sentes." No fundo, é perfeito para quem gosta de aprofundar a vida de uma personagem, em especial, para quem gosta de refletir sobre o papel da mulher, maternidade, saúde mental, chegada da menopausa e o "ninho vazio", relações familiares e vários tipos de amor. Tudo isto reunido no caos de umas férias em família, com três gerações, numa pequena casinha à beira-mar. ''Por isso o melhor que temos a fazer é amar o mais que pudermos. E da forma mais imprudente possível. Como se fosse o nosso último recurso - porque na verdade, é.''