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O Homem do Castelo Alto eBook

de Philip K. Dick
Livro eBook
Editor: Relógio D'Água Editores, fevereiro de 2025 ‧
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América, quinze anos após o final da Segunda Grande Guerra. As potências vencedoras dividiram as suas conquistas: os nazis controlam Nova Iorque e a Califórnia é controlada por Japoneses. Mas entre estes dois estados confrontados numa guerra fria existe uma zona neutra onde, dizem os rumores, reside o lendário autor Hawthorne Abendsen, que receia pela sua vida, pois escreveu em tempos um livro no qual os aliados venceram a  Segunda Grande Guerra.


«O escritor de ficção científica mais consistente do mundo.» [John Brunner]

«Um dos genuínos visionários que a ficção norteamericana produziu.» [L.A. Weekly]

«Philip K. Dick vê e abraça as possibilidades aterradoras de que os outros autores fogem.» [Paul Williams, Rolling Stone]

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E se...?

Há livros que são escritos com o intuito de responder a uma pergunta simples mas perigosa: e se a História tivesse seguido outro caminho? A literatura tem uma longa tradição de desafiar o que tomamos por garantido e, nesses desvios, revela ângulos do mundo que antes nos escapavam. Ao reinventar o passado, os escritores destes livros não têm o objetivo de apagá-lo, mas sim de expor as suas maiores falhas, questionar quem narra e quem manda e lembrar-nos de que toda a História é também uma forma de ficção. Os romances que se seguem partem desse impulso de reimaginar o passado e de dar forma ao que ficou por acontecer. 22/11/63, de Stephen King Existem muitas teorias da conspiração em torno do assassinato de John F. Kennedy e do que teria acontecido se o presidente dos Estados Unidos da América não tivesse morrido. Stephen King parte desse imaginário e recorre a elementos da ficção científica para escrever 22/11/63, um dos seus romances mais melancólicos e engenhosos. Acompanhamos a aventura de Jake Epping, um professor que descobre um portal que lhe permite viajar no tempo até 1958, alguns anos antes da tragédia. Convencido de que pode alterar o curso da História, ele decide tentar impedir o crime, e tudo parece correr a seu favor. Jake tem tempo suficiente para concretizar o seu plano e trazer informações privilegiadas do futuro, mas começa a encontrar obstáculos em cada esquina. O passado ganha vontade própria e defende-se de quem o tenta mudar, e o que começa como uma missão heroica transforma-se rapidamente num dilema difícil de suportar. Até que ponto alguém tem o direito de corrigir algo que já aconteceu? Mais do que uma história sobre viagens no tempo e mundos paralelos, este é um livro sobre arrependimento, perda e a tentação de recuperar o que ficou irremediavelmente para trás. COMPRO NA WOOK! » O homem do Castelo Alto, Philip K. Dick Em O Homem do Castelo Alto, Philip K. Dick imagina o que teria acontecido se os países do Eixo tivessem vencido a Segunda Guerra Mundial. Os Estados Unidos da América estão divididos em dois, um lado sob domínio japonês e o outro controlado pela Alemanha nazi. No centro da narrativa está um livro proibido que descreve um mundo diferente, o nosso, onde os Aliados venceram. Essa ficção dentro da ficção abre uma brecha no mundo como o conhecemos, e Dick usa-a para pôr em causa a própria noção de verdade. A sua prosa paranoica faz com que tudo pareça estar prestes a desmoronar, e as personagens vivem em permanente desconfiança, sem saber se são livres ou apenas peças num jogo já decidido. Acreditar na possibilidade de outra realidade torna-se o último ato de resistência num mundo que naturalizou a barbárie.
Várias obras do escritor mereceram adaptações icónicas ao cinema, como Blade Runner, Total Recall e Minority Report. O Homem do Castelo Alto deu origem a uma série televisiva, em 2015, que vale muito a pena ver – depois de ler o livro, claro! COMPRO NA WOOK! » A Estrada Subterrânea, de Colson Whitehead No romance A Estrada Subterrânea, de Colson Whitehead, a lendária underground railroad, uma rede secreta do século XIX que ajudava pessoas escravizadas a fugir do sul dos Estados Unidos para o norte livre, deixa de ser um conjunto de rotas e abrigos clandestinos e transforma-se numa ferrovia que corre debaixo da terra, transportando escravos em fuga. A partir desta reinvenção narrativa, a realidade transforma-se em fábula, e é justamente essa dimensão imaginária que nos ajuda a ver com mais clareza a brutalidade deste episódio histórico. Whitehead escreve com precisão e evita qualquer traço de sentimentalismo, e essa contenção acaba por intensificar o realismo mágico da narrativa, ao mesmo tempo que dá força e clareza à mensagem principal, a de que o racismo nunca deixa realmente de existir, apenas muda de forma. COMPRO NA WOOK! » Babel, de R. F. Kuang R. F. Kuang oferece-nos uma forma diferente de pensar sobre a colonização. Enquanto Laurent Binet imagina um mundo em que o poder muda de mãos, Kuang mostra em Babel que a colonização não precisa necessariamente de exércitos nem de fronteiras, pode sobreviver dentro da própria linguagem. Grande parte da ação do livro decorre na Universidade de Oxford, o centro do saber e símbolo do prestígio académico britânico. É lá que se encontra o Real Instituto de Tradução, uma organização através da qual o Império Britânico exerce o seu poder sobre as colónias. Neste mundo imaginado, cada tradução liberta uma energia mágica que o Império aproveita para enriquecer e consolidar o seu poder. O trabalho dos tradutores, que deveria aproximar línguas, converte-se num mecanismo de exploração e, na universidade, os estudantes da disciplina enfrentam uma luta constante entre a admiração pelo conhecimento e a consciência de que esse saber servirá, acima de tudo, para oprimir outros povos. É uma metáfora feroz sobre o domínio cultural e linguístico e sobre a forma como o poder se infiltra até nas palavras que usamos. Kuang transforma o ato de traduzir num gesto político, capaz de libertar ou aprisionar. COMPRO NA WOOK! » Civilizações, de Laurent Binet Imaginem um cenário em que o Império Inca, liderado pelo imperador Atahualpa, consegue sobreviver às doenças e às armas europeias, atravessa o Atlântico e conquista o Velho Mundo. Sob o domínio de um novo senhor, a Europa é saqueada e vê-se subjugada a uma nova fé e a uma cultura que até então desconhecia e com as quais não se identifica. Esta é a premissa de Civilizações, de Laurent Binet, um livro que questiona a herança colonial. Num equilíbrio entre erudição e ironia, e através do uso de documentos, diários e cartas inventadas, o escritor francês cria a ilusão de uma História possível, invertendo os papéis entre colonizador e colonizado. Ao assistir a esta troca de lugares, somos forçados a encarar o absurdo do domínio colonial. O poder de converter e subjugar, que antes parecia natural, revela-se agora intolerável e grotesco. Esta subversão do passado é, ao mesmo tempo, um exercício de empatia, um ajuste de contas e um lembrete de que toda a civilização nasce da ilusão de estar no centro do mundo. COMPRO NA WOOK! »

O Homem do Castelo Alto

de Philip K. Dick

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897835445
Editor: Relógio D'Água Editores
Data de Lançamento: fevereiro de 2025
Idioma: Português
Páginas: 296
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Coleção: Ficção Científica
Classificação Temática: eBooks em Português > Literatura > Ficção Científica
EAN: 9789897835445
Acessibilidade: Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor

Mundo distópico

Leonor Gonçalves

Neste livro Philip K Dick conta como teria sido o mais mundo se a Alemanha e o Japão tivessem ganho a guerra. É normal já nos termos perguntado o que aconteceria se isso tivesse acontecido e o autor consegue mostrar de forma brilhante sempre aliado à ficção científica.

Diferente e interessante

Amelia Pimentel

Um livro que no dá uma visão diferente de um futuro alternativo. Apesar do livro ter sido escrito há bastante tempo , as questões continuam atuais. Uma leitura interessante que recomendo.

Outra timeline...

Bermonte

Apesar de PKD já ter falecido em 82 os seus livros são contagiantes. Neste caso a historia leva nos a um pós guerra onde as forças do eixo (Alemanha e Japão) ganharam a 1ª Grande Guerra e parte dos EUA está dividida entre as duas facções à semelhança do que aconteceu com a Alemanha no pós guerra. Em todo o caso, o livro leva nos a percorrer a vivência de algumas personagens em que as suas acções acabam por estar interligadas de algum modo, com alguma política ideológica e a visão futurística de PKD que já nos habituou em Relatório Minoritário, Blade Runner (Do Androids Dream of Electric Sheep?) ou Total Recall (We Can Remember It for You Wholesale). Também recomendo sonhos Eléctricos baseado em "short stories" do mesmo autor.

Muito diferente da série

M.

Comprei o livro porque estou a gostar muito da série de televisão com o mesmo nome. Pouco têm em comum, mas não deixa de ser uma obra de referência, que lança e desenvolve uma hipótese que talvez não tenha estado muito longe de acontecer. Uma pertinente reflexão.

SOBRE O AUTOR

Philip K. Dick

Philip K. Dick nasceu em Chicago, em 1928, e viveu grande parte da sua vida na Califórnia. Após frequentar a Universidade da Califórnia, da qual desistiu, deu início à sua carreira profissional como escritor de numerosos romances, ensaios e coletâneas de contos, todos no género da ficção científica. Em 1963, venceu o prémio Hugo por O Homem do Castelo Alto, ao que se seguiram outras obras, prémios e adaptações cinematográficas. É atualmente considerado um dos mais influentes escritores da segunda metade do século XX, tendo as suas ideias visionárias causado grande impacto na cultura contemporânea. Morreu em 1982, em Santa Ana, Califórnia.

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