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O Cortiço eBook

Retrato Da Vida Nos Cortiços Cariocas: Um Mergulho Nas Complexidades Sociais E Morais Do Brasil Do Século Xix

de Aluísio Azevedo
Editor: Good Press, julho de 2023 ‧
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"O Cortiço", obra emblemática de Aluísio Azevedo, é um romance naturalista publicado em 1890, que retrata a vida em um cortiço no Rio de Janeiro da segunda metade do século XIX. O livro narra a história dos habitantes desse espaço coletivo, evidenciando suas lutas, suas relações e a dinâmica social do lugar. Azevedo utiliza um estilo vívido e descritivo, rico em detalhes sensoriais, o que permite ao leitor sentir a atmosfera opressiva do cortiço, onde a penúria e o desespero coexistem com o desejo de ascensão social. O autor adota uma perspectiva crítica e realista, abordando temas como a desigualdade social, a luta de classes e as consequências da urbanização, colocando o leitor em contato com as feridas da sociedade brasileira da época. Aluísio Azevedo, um dos principais representantes do naturalismo no Brasil, era um autor que, além de romancista, atuou como artista plástico e caricaturista. Sua formação e experiência em diferentes áreas artísticas influenciaram profundamente sua escrita. Azevedo vivenciou a realidade social do seu tempo, e sua obra é um reflexo da ambiência e dos conflitos sociais que presenciou, o que o levou a escrever "O Cortiço" com um profundo senso de empatia pelos marginalizados, destacando a brutalidade da vida nas classes subalternas. Recomendo "O Cortiço" a todos que desejam mergulhar em uma rica e poderosa narrativa que desvenda as complexidades da sociedade brasileira em um contexto histórico. A obra de Azevedo não apenas desafia o leitor a refletir sobre suas próprias percepções de classe e desigualdade, mas também estabelece um diálogo atemporal sobre a condição humana, tornando-se essencial para aqueles que buscam compreender a literatura brasileira e sua relação com a realidade social.

O Cortiço

Retrato Da Vida Nos Cortiços Cariocas: Um Mergulho Nas Complexidades Sociais E Morais Do Brasil Do Século Xix

de Aluísio Azevedo

Propriedade Descrição
ISBN: 4066339518704
Editor: Good Press
Data de Lançamento: julho de 2023
Idioma: Português
Páginas: 208
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Classificação Temática: eBooks em Português > Literatura > Ensaios
eBooks em Português > Literatura > Ficção
EAN: 4066339518704
Acessibilidade: Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor

SOBRE O AUTOR

Aluísio Azevedo

Aluísio Tancredo Gonçalves Azevedo nasceu em São Luís do Maranhão, no dia 14 de abril de 1857, filho do português David Gonçalves de Azevedo e de Emília Amália Pinto de Magalhães. Era o segundo filho do casal, nascendo depois do mais velho, Artur Azevedo, e antes de Américo Azevedo. Aluísio Azevedo fez seus primeiros estudos de pintura com o professor italiano Domingos Tribuzzi na cidade natal. Alimentava o sonho de prosseguir a formação na Academia Imperial de Belas Artes, para tornar-se pintor profissional. Em 1876 mudou-se para o Rio de Janeiro, a fim de frequentar o curso preparatório, mas viu esse sonho frustrado por falta de recursos financeiros. Passou a trabalhar na redação de periódicos humorísticos, tais como O Fígaro (1876), Mequetrefe (1877) e Comédia Popular (1878) para os quais realizou várias caricaturas. A morte do pai, em 1878, obrigou o jovem Aluísio a retornar para o lado da mãe, em São Luís do Maranhão. Permaneceu na província por três anos, participando da imprensa local. Lançou a folha O Pensador, de tendência nitidamente oposicionista, na qual fez fervorosa campanha anticlerical e redigiu matérias a favor da abolição da escravatura. Sua estreia como romancista ocorreu nessa fase ao escrever o livro Uma lágrima de Mulher (1879), a que se seguiu o lançamento de O Mulato (1880), cuja repercussão na cidade o conduziu de volta à corte, em 1881. Estando novamente no Rio de Janeiro, procurou ganhar a vida como escritor profissional. Redigiu contos, crônicas, peças de teatro e romances que divulgou em forma de folhetins nos órgãos da imprensa. Apesar da fertilidade criativa, a veia do romancista ganhou força para alçar voos mais elevados a partir dos bons resultados que os livros Casa de Pensão (1884), O Homem (1887) e, sobretudo, O Cortiço (1890) obtiveram ao enfrentarem debates importantes da vida social brasileira daquela época.

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