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O Cortiço eBook

Com Questões De Vestibulares

de Aluísio Azevedo
idioma: português do brasil
Editor: Primavera Editorial, maio de 2020 ‧
3,49€
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Ebook para wook reader
A obra descreve a ascensão social do comerciante português João Romão, dono de uma venda, uma pedreira e um cortiço, próximo ao sobrado de um patrício endinheirado, o comendador Miranda. A rivalidade entre os dois aumenta à medida que cresce o número de casinhas do cortiço, alugadas, na sua maioria, pelos empregados da pedreira, que também fazem compras na venda de João Romão, que, desse modo passa a enriquecer rapidamente. Com a intenção obsessiva de tornar-se rico, João Romão economiza cada moeda e explora quem quer que seja sempre que tem oportunidade, como o faz com a escrava fugida chamada Bertoleza que o auxilia no trabalho duro e para quem ele forjou um documento de alforria. O sonho de João Romão é adquirir prestígio social, como seu patrício Miranda. Este, à medida que o vendeiro vai enriquecendo, passa a considerar a possibilidade de oferecer-lhe a mão de sua filha, Zulmira; assim um amigo em comum, Botelho, se faz de intermediário das negociações e tudo fica arranjado. João Romão fica noivo de Zulmira, alcançando assim um patamar mais alto na escala social. O único inconveniente é a escrava Bertoleza, que não aceita ser descartada, para qual João Romão arma um plano: denuncia Bertoleza como escrava fugida a seu verdadeiro dono que vai com a polícia prendê-la. João Romão faz de conta que não sabe de nada e a entrega. Bertoleza percebe que Romão, sem coragem de mandá-la embora ou de matá-Ia, preparou essa armadilha para devolvê-la ao cativeiro, desesperada, ela se mata. A narração desses fatos da vida de João Romão entrelaça-se com a narração de vários episódios dos moradores do cortiço, cuja luta pela sobrevivência é dura e cruel. O caso de Jerônimo é exemplar da visão naturalista de Azevedo, Jerônimo é um operário português contratado por João Romão para trabalhar na pedreira, é sério e honesto, casado com Piedade, também portuguesa. Eles têm uma filha criança e vivem bem como família. Mas no cortiço, Jerônimo começa a sofrer influência daquele ambiente desregrado então apaixona-se pela mulata Rita Baiana, por ela, mata um rival e abandona a família. Acompanhando a evolução social de João Romão, o cortiço também se desenvolve, principalmente depois de um grande incêndio, quando passa por reformas e transforma-se na "Avenida São Romão", com melhor aparência e uma população mais ordeira. A população mais baixa e miserável se transfere para outro cortiço, o "Cabeça de Gato", mantendo-se assim a engrenagem do sistema social em que predomina a lei do mais forte.

O Cortiço

Com Questões De Vestibulares

de Aluísio Azevedo

Propriedade Descrição
ISBN: 9786586119091
Editor: Primavera Editorial
Data de Lançamento: maio de 2020
Idioma: Português do Brasil
Páginas: 214
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Classificação Temática: eBooks em Português > Literatura > Outras Formas Literárias
EAN: 9786586119091

SOBRE O AUTOR

Aluísio Azevedo

Aluísio Tancredo Gonçalves Azevedo nasceu em São Luís do Maranhão, no dia 14 de abril de 1857, filho do português David Gonçalves de Azevedo e de Emília Amália Pinto de Magalhães. Era o segundo filho do casal, nascendo depois do mais velho, Artur Azevedo, e antes de Américo Azevedo. Aluísio Azevedo fez seus primeiros estudos de pintura com o professor italiano Domingos Tribuzzi na cidade natal. Alimentava o sonho de prosseguir a formação na Academia Imperial de Belas Artes, para tornar-se pintor profissional. Em 1876 mudou-se para o Rio de Janeiro, a fim de frequentar o curso preparatório, mas viu esse sonho frustrado por falta de recursos financeiros. Passou a trabalhar na redação de periódicos humorísticos, tais como O Fígaro (1876), Mequetrefe (1877) e Comédia Popular (1878) para os quais realizou várias caricaturas. A morte do pai, em 1878, obrigou o jovem Aluísio a retornar para o lado da mãe, em São Luís do Maranhão. Permaneceu na província por três anos, participando da imprensa local. Lançou a folha O Pensador, de tendência nitidamente oposicionista, na qual fez fervorosa campanha anticlerical e redigiu matérias a favor da abolição da escravatura. Sua estreia como romancista ocorreu nessa fase ao escrever o livro Uma lágrima de Mulher (1879), a que se seguiu o lançamento de O Mulato (1880), cuja repercussão na cidade o conduziu de volta à corte, em 1881. Estando novamente no Rio de Janeiro, procurou ganhar a vida como escritor profissional. Redigiu contos, crônicas, peças de teatro e romances que divulgou em forma de folhetins nos órgãos da imprensa. Apesar da fertilidade criativa, a veia do romancista ganhou força para alçar voos mais elevados a partir dos bons resultados que os livros Casa de Pensão (1884), O Homem (1887) e, sobretudo, O Cortiço (1890) obtiveram ao enfrentarem debates importantes da vida social brasileira daquela época.

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