Luz antiga eBook
SINOPSE
É também a pergunta que persegue Alexander Cleave, um ator no crepúsculo da vida e da carreira, que recorda com pesar o seu primeiro - e talvez único - amor, assim como a morte da filha às mãos de uma depressão amorosa que Cleave não consegue aceitar ou entender.
Billy Gray era o meu melhor amigo e eu apaixonei-me pela mãe dele. «Apaixonei-me» é capaz de ser uma palavra demasiado forte, mas não conheço nenhuma mais fraca que sirva. Tudo isto aconteceu há meio século. Eu tinha quinze anos e Mrs. Gray trinta e cinco.
Luz Antiga é uma meditação sobre o amor e a perda, sobre o imediatismo inescrutável do passado nas nossas vidas presentes, sobre a forma como a imaginação inventa memórias e as memórias inventam o homem.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 978-972-0-68218-5 |
| Editor: | Porto Editora |
| Data de Lançamento: | junho de 2013 |
| Idioma: | Português |
| Páginas: | 264 |
| Tipo de produto: | eBook |
| Formato e Compatibilidade: | |
| Classificação Temática: |
eBooks em Português
>
Literatura
>
Romance
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| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
OPINIÃO DOS LEITORES
Sobre o Amor
Armando Sousa
John Banville é um consagrado escritor irlandês. Sobre ele, raros são os comentários negativos ao seu trajeto literário. Tem obra feita e bem feita. Luz Antiga é uma delas, uma narrativa longa e bem delineada que retrata a ´´paixão´´ de um jovem de quinze anos, Cleave, pela mãe do seu melhor amigo, mulher de trinta e muitos anos. De permeio - e não sei qual mais valorizar -, Banville endereça-nos ao crepúsculo da vida de Cleave e da sua carreira de ator, à recordação da morte da filha e ao seu primeiro e talvez único amor. Um livro profundo, com alguns salpicos de humor, mas profundamente lírico, sendo esta a marca deste escritor.
O que não cabe numa vida
https://nointeriordoslivros.blogspot.com
A vida é feita de pequenas e grandes contradições, incoerências várias, discrepâncias incontornáveis (entre o que pensamos e o que fazemos, entre o desejo e a acção). É disto, todas estas pequenas fagulhas, que é feita a massa humana, e são estes elementos, muito em particular, que a literatura consegue captar, como nenhuma outra forma de arte alguma vez conseguirá. Em Luz Antiga, um homem recorda o romance tórrido que manteve com a mãe de um amigo de liceu, uma ligação ao mesmo tempo superficial e intensa (porventura o seu único amor, mas ainda assim difícil de classificar como tal) movida por emoções levianas e pueris, mas simultaneamente violentas na sua expressão. Paralelamente, traz-nos rasgos da sua existência presente, em tudo tão diferente da juventude e impetuosidade feroz do início da adolescência. Neste interstício, percebemos que há um universo de distância entre o que recordamos e o que aconteceu.
Deslumbrante
NAlmeida
Ler "Luz Antiga", de John Banville, é mergulhar numa prosa densa, poética. É viver, pela memória (ou será apenas invenção?), o regresso à adolescência do narrador, com a força das paixões da idade. É também ser submerso pelo peso do passar da idade, pelo inexorável peso do tempo e seus efeitos nos sonhos e na vida. Um romance deslumbrante.