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Jaccuse eBook

de Émile Zola
idioma: português do brasil
Editor: L&PM Editores, novembro de 2009 ‧
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Ebook para wook reader
Como jamais visto na história da imprensa até entăo, Émile Zola (1840-1902) mobilizou a opiniăo pública francesa para tentar corrigir uma das maiores injustiças cometidas pelo Estado contra um indivíduo. Cidadăo francęs, oficial da artilharia e judeu, Alfred Dreyfus foi vítima de uma armaçăo política. Em 13 de janeiro de 1898, Zola tornou pública sua opiniăo em J'accuse, uma carta aberta ao presidente da república da França em defesa de Dreyfus, publicada no jornal L'Aurore, com tiragem de trezentos mil exemplares. Era a primeira de uma série de denúncias sobre o caso, que dividiu o país, redesenhando os contornos da direita e da esquerda francesas. Uma ode ŕ liberdade de expressăo e aos direitos humanos, J'accuse se tornou um marco na história do jornalismo e mostrou a força dos intelectuais frente ŕ opiniăo pública e ao Estado. Este livro apresenta esse e outros artigos que Zola escreveu e posteriormente reuniu sob o nome de J'accuse...! A verdade em marcha, revelando as entranhas de um dos maiores atentados ŕs liberdades individuais perpetrados por um país contra um só homem.

Jaccuse

de Émile Zola

Propriedade Descrição
ISBN: 9788525421258
Editor: L&PM Editores
Data de Lançamento: novembro de 2009
Idioma: Português do Brasil
Páginas: 176
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Classificação Temática: eBooks em Português > Literatura > Ficção
EAN: 9788525421258
Acessibilidade: Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor

SOBRE O AUTOR

Émile Zola

Émile Zola nasceu em 1840 em Paris. Cresceu em Aix-en-Provence, onde estudou no Collège Bourbon, regressando a Paris para continuar os estudos. A braços com dificuldades financeiras após a morte do pai, trabalhou em escritórios e colaborou em diversos jornais. Com a entrada na Hachette, Zola iniciou-se no mundo da literatura, conhecendo escritores como Taine, Stendhal, Balzac e Flaubert. Publicou os primeiros poemas, contos e artigos e, aos vinte e cinco anos, trocou a vocação inicial de poeta pela de romancista, escrevendo La Confession de Claude. A partir daí, viveu como jornalista e romancista, publicando Le voeu d’une morte (1866) e Thérèse Raquin (1867), obra que afirmou a sua estética naturalista, integrando teorias da sua época como o darwinismo, o evolucionismo e o determinismo científico. Inspirado n’A Comédia Humana de Balzac, iniciou em 1871 a série Rougon-Macquart, a que deu o subtítulo História natural e social de uma família sob o Segundo Império. Dela fazem parte Nana (1880) e Germinal (1885), duas das suas principais obras. Entretanto, em 1880, publicara O Romance Experimental, manifesto literário do movimento naturalista. Para Zola, o romancista era um observador da Natureza, adotando uma atitude experimental e trabalhando os factos sociais e emocionais como um químico trabalha com a sua matéria. Os seus livros percorreram temas tão diversos como as greves dos mineiros em Germinal, o alcoolismo das classes trabalhadoras em L’Assommoir, a decadência sexual das classes abastadas em La Curée e a ligação dos camponeses às suas terras em La Terre. Algumas das suas obras foram consideradas escandalosas na época, e nunca foi escolhido para a Academia Francesa, a que foi candidato vinte e quatro vezes. Em 1898, Zola participa no debate público relativo ao Caso Dreyfus, defendendo a inocência, que se viria a provar, do acusado. O seu artigo «J’accuse», publicado no L’Aurore, acabou por levar à revisão do processo judicial. Mas a sua publicação fez com que fosse processado e condenado a um ano de prisão, o que o levou a exilar-se em Inglaterra. Morreu em 1902 no seu apartamento na rua de Bruxelles, em condições que não excluíram a hipótese de assassínio.

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