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Informadores da PIDE eBook

Uma Tragédia Portuguesa

de Irene Flunser Pimentel
Livro eBook
Editor: Temas e Debates, junho de 2022 ‧
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Esta obra analisa o modo como o regime ditatorial português do Estado Novo e a sua polícia política contaram com portugueses para denunciar outros, de que forma os recrutaram e porque aceitaram muitos colaborar com a polícia, prejudicando e destruindo vidas. Revela também que muitos se candidataram a informador da PIDE/DGS junto da tutela do Ministério do Interior ou de outros organismos do Estado, mas também que muitos menos foram aceites por essa polícia para o serem. Com recurso a exemplos, demonstra de que maneira uma cultura de denúncia abalou o sentido ético em Portugal, marcando a sua História de forma trágica.

Informadores da PIDE

Uma Tragédia Portuguesa

de Irene Flunser Pimentel

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896447595
Editor: Temas e Debates
Data de Lançamento: junho de 2022
Páginas: 592
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Classificação Temática: eBooks em Português > História > História em Geral
EAN: 9789896447595
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Uma obra indispensável para perceber Portugal

Augusto Gil Bensabat F. Silva

Esta obra é uma peça fundamental para percebermos o país que fomos e a miséria moral em que muitos, demasiados, dos seus cidadãos desceram ao longo da noite fascista. Todavia, embora algumas pequenas imprecisões necessitassem ser corrigidas e sê-lo-á com certeza, no fundamental esta obra é um marco fundamental na historiografia de Portugal.

Indispensável

Francisco Pereira

Para perceber o que foi o fenómeno de delação durante a ditadura, esta é uma obra indispensável para perceber esse fenómeno e entender o alcance e a génese de algo que se mantém enraizado na memória colectiva nacional.

Importante trabalho de investigação

Rita A.

Um livro obrigatório para quem quer entender a repressão sentida durante o Estado Novo.

Uma tragédia portuguesa

José NR Ermitão

Esta obra - para as pessoas da minha idade e que ainda sofreram ou podiam vir a sofrer às garras da Pide e para as pessoas mais novas que a haveriam de sentir e sofrer se não fosse o 25 de abril/74 - constitui um verdadeiro terramoto de consciência, pois põe a claro a rede de malha fina que nos envolvia a todos, nos observava os sentimentos, perscrutava os pensamentos e perseguia os oposicionistas. Uma rede de malha fina, que ia desde alguns padres em quem se confiava a muitos desgraçados que se auxiliava e que simbolizava uma autêntica ´´banalização do mal´´, uma espada que permanentemente pendia sobre a cabeça de quem ousava pensar de modo diferente. Um dispositivo da ditadura sob a qual vivemos dezenas de anos. Enfim, uma obra fundamental de denúncia - para que os mais velhos não esqueçam por que passaram e os mais novos aprendam em definitivo a recusar todo o tipo de dispositivos ditatoriais. E um apelo à autora: que se debruce sobre o papel da Legião Portuguesa, em tantos casos paralela à função da Pide, em tantos casos em colaboração estreita com ela... E que se debruce também sobre os ´´pequenos´´ actos de resistência: desde o irritante guarda prisional que funcionava como elemento de ligação com o exterior até ao anónimo GNR que no cair da noite anterior à actuação da Pide batia à porta da casa dos oposicionistas a avisar do que se iria passar na manhã seguinte...

SOBRE O AUTOR

Irene Flunser Pimentel

Mestre em História Contemporânea (Século XX) e doutorada em História Institucional e Política Contemporânea, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Investigadora do Instituto de História Contemporânea (FCSH da UNL), autora de História das Organizações Femininas do Estado Novo (2000, Prémio Carolina Michaëlis em 1999), de Judeus em Portugal durante a Segunda Guerra Mundial. Em Fuga de Hitler e do Holocausto (2006, Prémio ex-aequo Adérito Sedas Nunes, atribuído pelo Instituto de Ciências Sociais em 2007), de A História da PIDE (2007, Prémio Especial Máxima em 2008), de Tribunais Políticos. Tribunais Militares Especiais e Tribunais Plenários durante a Ditadura e o Estado Novo, em coautoria com Fernando Rosas, João Madeira, Luís Farinha e Maria Inácia Rezola (2009), de A cada um o seu lugar (2011, Prémio Ensaio 2012 da Máxima), de O Caso da PIDE/DGS (2017), de Holocausto (2020, vencedor do Prémio Fundação Calouste Gulbenkian, na categoria «História da Europa», em 2021) e de Informadores da Pide – Uma Tragédia Portuguesa (2022). Distinguida com o Prémio Pessoa em 2007 e com o Prémio Seeds of Science, na categoria «Ciências Sociais e Humanas», em 2009, e condecorada com a Ordem Nacional da Legião de Honra pelo Governo de França em 2015.

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