Frederico Paciência eBook

de Mário de Andrade

editor: INDEX ebooks
No conto Frederico Paciência, Juca, um dos personagens e narrador, relembra como conheceu e conviveu durante a adolescência com on seu grande e "único amigo" Frederico Paciência, um colega mais velho. A tensão sentimental e homoerótica entre os dois amigos é patente, mas Juca nega-se a admiti-lo perante o amigo, perante o leitor e perante si nmesmo.

Mário de Andrade demorou dezoito anos a dar forma definitiva a este conto, escrevendo-o e reescrevendo-o entre 1924 e 1942, três anos antes da sua morte. O conto apenas seria publicado postumamente, em 1947, na coletânea Contos Novos. Peterson Oliveira considera que "a demora em encontrar uma versão definitiva para ‘Frederico Paciência’, o único conto homoerótico do autor, sugere que os conflitos vividos por Mário em relação ao próprio desejo estejam relacionados à demora em dar num ponto final para tal narrativa."

Frederico Paciência

de Mário de Andrade

ISBN: 9789898575937
Editor: INDEX ebooks
Páginas: 43
Tipo de produto: eBook
Formato: ePUB i
Coleção: Clássicos de Literatura Gay
Classificação temática: eBooks em Português > Literatura > Contos
EAN: 9789898575937
Mário de Andrade

Mário de Andrade nasceu em São Paulo, a 9 de outubro de 1893.

Formou-se em piano pelo Conservatório de Música de São Paulo, onde viria a lecionar por quase duas décadas. No mesmo ano, 1917, publicou o primeiro livro de poesia, Há uma gota de sangue em cada poema, sob o pseudónimo de Mário Sobral. Iniciou também uma colaboração constante em jornais e revistas, publicando poemas e críticas de literatura, artes plásticas, música e cinema.

Foi ainda por esta altura que tomou contacto com o Modernismo, vindo a ser o fundador e um dos principais autores do Movimento Modernista brasileiro, que procurava romper com os formalismos estéticos e encontrar uma linguagem nacional, própria, promovendo a integração do homem brasileiro com a sua terra. Em 1922, Mário de Andrade publicou Pauliceia Desvairada, o primeiro livro de poesia do Modernismo brasileiro.

Homem de variados interesses, Mário de Andrade foi também um importante investigador do folclore brasileiro, realizando, ao longo da vida, diversas «viagens etnográficas», com o objetivo de estudar a cultura de cada região, que depois incorporava nas suas obras.

Mário de Andrade exerceu diversos cargos públicos ligados à cultura e criou, em 1939, a Sociedade de Etnologia e Folclore de São Paulo, que veio a presidir.
Manteve uma volumosa e ininterrupta correspondência com autores como Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, Fernando Sabino, e outros.

Mário de Andrade morreu na sua casa em São Paulo, a 25 de fevereiro de 1945, vítima de enfarte do miocárdio.
Por ter mantido uma posição crítica do Estado Novo de Getúlio Vargas, a morte do poeta foi oficialmente ignorada.

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