Cesto De Tranças eBook
idioma: português do brasil
Editor:
Editora Moinhos, abril de 2020 ‧
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SINOPSE
Cesto de tranças: um poema que traz um lugar e se faz lugar.
Quando paramos para ver a neve cair, não nos recordamos de seus outros estados no ciclo que a água passa, de onde ela pode ter vindo, por onde correu… Vemos a neve cair como se única, como se brotasse magicamente naquele momento. Ela está diante de nossos olhos pela primeira vez agora, e ali também se escapa, sem pertencimento ou ansiedade.
Os poemas de Natalia Litvinova em Cesto de tranças são esse olhar atento ao presente que, assim como a neve ou as ondas numa praia que trazem memórias de milhares de anos, segue revivendo as ações de gerações, de sua mãe, sua vó, seu bisavô e também do pai de seu bisavô. São hábitos comuns que não se perdem. São tradições culturais, mas também gestos naturais. Como o voo migratório das aves, as ondas são só outro exemplo da beleza dos dias.
Não há adoração a esses elementos, nem tampouco medo. A natureza sempre esteve lá, e o que está hoje contém também o que está ausente. Quando se sobrevive a uma catástrofe causada pelo homem, não se teme o que a Natureza deu. Entre búfalos, ursos, cavalos, serpentes, tubérculos, vermes e humanos há uma coabitação e um respeito. É o que sentimos ao ler os versos de Natalia, uma força sentida nas mãos, na carne; sua umidade nos pés, no hálito. O que a poesia de Natalia nos traz é esse corpo e espírito atemporal, da menina que não possui um talismã, mas que carrega consigo todo um bosque e sua aldeia, aquela que se protege da má fortuna como pode, com a superioridade da natureza, com o misticismo ancestral, com a memória. Por isso, são versos de doçura e resistência.
Cesto de tranças é um delicado poemário de um tempo expandido, onde as referências geográficas se cruzam e se dissolvem, e cada existência humana, cada corpo feminino é mais que um cesto de superstições, memórias e destinos, mas a própria poesia, a vida toda pulsando.
A menina que nos guia e que não a conhecemos, nos mostra uma experiência de estar-sem-estar. Ela canta e a seguimos, desconjurando maldições, ao mesmo tempo aprendendo que as palavras também servem para contar mentiras. Com isso, ela também passa a ser a velha sábia. A voz dos poemas desloca um eu e um você, que às vezes está próximo, e às vezes distante, como se a narradora estivesse sempre nesse movimento de nos levar ao outro lado do mundo, exótico, misterioso e transcendente e nos trazer de volta ao conforto do lar, do que é ordinário e terreno. E por isso, agora, o talismã também é nosso.
***
Quatro meses depois que o reator 4 explodiu em Chernobyl, em 1986, Natalia Litvinona nasceu, em Gómel, na Bielorrússia, cidade que ainda fazia parte da URSS, a duzentos quilômetros de Pripiat, o epicentro da contaminação radioativa. Mas enquanto uma catástrofe de radiação se expandia, apesar das proibições de exposição ao sol e à chuva, a vida seguia, e a pequena Natalia passava sua infância como qualquer criança. Dez anos depois, no entanto, para fugir das doenças e das mortes qu...
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9786599059025 |
| Editor: | Editora Moinhos |
| Data de Lançamento: | abril de 2020 |
| Idioma: | Português do Brasil |
| Páginas: | 64 |
| Tipo de produto: | eBook |
| Formato e Compatibilidade: | |
| Classificação Temática: |
eBooks em Português
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Literatura
>
Poesia
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| EAN: | 9786599059025 |
| Acessibilidade: | Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor |