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Angústia eBook

Edição Definitiva

de Graciliano Ramos
idioma: português do brasil
Editor: Todavia, Janeiro de 2024 ‧
6,49€
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Ebook para wook reader
Organização, apresentação e notas de Thiago Mio Salla e posfácio de Antonio Candido. Eis o primeiro volume de algumas das principais obras do grande escritor alagoano Graciliano Ramos, que a Todavia passa a reeditar e cuja produção acaba de entrar em domínio público. Trata-se da COLEÇÃO GRACILIANO RAMOS, organizada pelo professor e pesquisador Thiago Mio Salla, reconhecido especialista na obra do escritor. Publicado em 1936, logo após Graciliano ser preso pelo Estado Novo, ANGÚSTIA é um de seus romances mais críticos e inquietantes. Escrito com um domínio exemplar da forma, alternando fluxos de consciência com trechos de prosa seca, passou agora por um criterioso trabalho de estabelecimento de texto. Um grandioso presente ao leitor mais atento. Diferenciais desta edição: • Introdução que traz não apenas um aprofundamento crítico a respeito de Angústia mas também o percurso das decisões de cunho editorial e estilístico da nova edição; • Estabelecimento de texto inédito, restituindo a última vontade do autor; • Posfácio de Antonio Candido com o texto "Notas de crítica literária: III", de 1945, nunca antes publicado em livro; • Notas de fim e de rodapé contendo: - o significado de palavras ou referências não facilmente encontráveis; - a contextualização de dados históricos e espaciais; - as relações com o conjunto da obra do autor; - variantes que revelam os estágios de composição do romance. • Seção "Intertexto" com os personagens que aparecem em Angústia e que depois ganhariam espaço em outros livros do autor.

Angústia

Edição Definitiva

de Graciliano Ramos

Propriedade Descrição
ISBN: 9786556925554
Editor: Todavia
Data de Lançamento: Janeiro de 2024
Idioma: Português do Brasil
Páginas: 320
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Coleção: Coleção Graciliano Ramos
Classificação Temática: eBooks em Português > Literatura > Ficção
EAN: 9786556925554
Acessibilidade: Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor

SOBRE O AUTOR

Graciliano Ramos

A 27 de outubro de 1892, na cidade de Quebrangulo, em Alagoas, nasce Graciliano Ramos de Oliveira, um dos maiores romancistas da história da literatura brasileira e latina, primeiro dos 16 filhos de Sebastião Ramos de Oliveira e Maria Amélia Ferro Ramos. É criado na Fazenda Pintadinho, sertão de Pernambuco. Com sete anos de idade, vivendo em Viçosa, Graciliano passa a estudar no Internato Alagoano. É neste colégio que vê a sua primeira obra publicada: o conto Pequeno pedinte, no jornalzinho O Dilúculo (alvorada), sob a assinatura de G. Ramos.
Em 1905, Graciliano vai para Maceió, e é matriculado no Colégio Quize de Março. Nesta época, dedica-se ao estudo do inglês, do francês, e do italiano. Aos 17 anos de idade, sob o pseudónimo Almeida Cunha – um dos hábitos do escritor era a adoção de pseudónimos -, publica o soneto Céptico.
Ao completar dezoito anos, chega a Palmeira dos Índios, onde passa a residir, ajudando o pai no seu estabelecimento comercial, uma pequena loja de tecidos. Entre l914 e 1915, então no Rio de Janeiro, trabalha como revisor nos jornais Correio da Manhã, A Tarde e O Século, sob as iniciais R.O. (Ramos de Oliveira). Em seguida, volta a Palmeira dos Índios, onde vários de seus familiares morrem num surto de peste bubónica. É lá que se casa, a 21 de outubro de 1915, com Maria Augusta de Barros, costureira do interior que morre cinco anos depois, deixando-lhe quatro filhos. Em 1917, começa a trabalhar como lojista, e nove anos mais tarde casa-se novamente, agora com Heloisa Medeiros.
A 7 de janeiro de 1928, Graciliano assume a prefeitura de Palmeira dos Índios, experiência que lhe oferece material para o primeiro romance, Caetés, publicado somente em 1933. Em 1930, renuncia ao cargo, sendo, em seguida, nomeado diretor da Imprensa Oficial do Estado, de onde se demite em dezembro de 1931 por motivos políticos. No ano seguinte começa a colocar no papel, em Palmeira dos Índios, o seu segundo romance, São Bernardo, em boa parte escrito na sacristia da igreja Matriz da cidade. Em 1933, é nomeado diretor de Instrução Pública de Alagoas – cargo hoje correspondente ao de secretário de Estado da Educação -, permanecendo até 1936. Por conta do que, na época, foi chamado "ideias extremistas", foi detido e preso sem processo regular em vários presídios do Rio de Janeiro. O seu drama e dos companheiros de cadeia seriam relatados em Memórias do cárcere, publicado postumamente em 1953.
Angústia, lançado em 1936, é considerado o romance tecnicamente mais complexo de Graciliano Ramos, no qual o autor retrata a cidade de Maceió daquela época. Mas é em 1938 que o autor escreve o livro que se tornaria a sua obra-prima: Vidas secas,o seu quarto e último romance, voltado para o drama social e geográfico da sua região – melhor expressão do seu estilo, com ênfase regionalista. Graciliano Ramos – o Mestre Graça, como era carinhosamente tratado – morre na Cidade do Rio de Janeiro, no dia 30 de março de 1953, aos 61 anos.

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