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Alemanha Ensanguentada eBook

de Aquilino Ribeiro
Livro eBook
Editor: Bertrand Editora, maio de 2015 ‧
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Dois anos depois de terminar a Primeira Grande Guerra, Aquilino revisitou a Alemanha (país em que vivera por uns meses em 1912, em Berlim e em Parchin, e em que casara, em 1913, com Grete Tiedemann, de Meclemburgo, que conhecera na Sorbonne). Dessa viagem deixou um diário, mais tarde publicado sob o título de Alemanha Ensanguentada (1935). Neste texto, são visíveis as contradições e as hesitações num país saído de uma guerra havia dois anos, com difícil aceitação do acordado em Versalhes, assim como se evidencia a capacidade de perscrutar o ser humano, que Aquilino detinha, num exercício de leitura de rostos, de gestos, de tempos.

«Em 1920, atravessando o outono alemão, o português notava que os alemães comuns evitavam o desarmamento, preferindo guardar algum fuzil em casa para dias futuros, «para o dia que há-de chegar do desforço». Em 1934, esse dia estava quase a chegar.»
Do prefácio de Pedro Mexia

Alemanha Ensanguentada

de Aquilino Ribeiro

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722530606
Editor: Bertrand Editora
Data de Lançamento: maio de 2015
Idioma: Português
Páginas: 200
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Classificação Temática: eBooks em Português > Literatura > Memórias e Testemunhos
EAN: 9789722530606
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Na primeira pessoa

LUIS MIGUEL

Magnífico retrato pessoal, incisivo e precioso, de um dos nossos maiores escritores, de um país a lamber as feridas da Primeira Grande Guerra, testemunhando a ascensão hitleriana. Lúcido como sempre.

Um diário que celebra o século em 2020

Vítor B.

No estilo inconfundível de Aquilino Ribeiro, que é sempre um prazer ler ainda que obrigue a algumas idas ao dicionário, descobrimos neste diário de viagem a atmosfera na Alemanha de 1920, saída derrotada da Primeira Guerra. Aquilino, confesso germanófilo (viveu no país antes da guerra e o seu primeiro casamento foi com uma cidadão alemã), descreve paisagens, pessoas, encontros e os testemunhos que vai recolhendo. Porque perdeu a Alemanha a guerra? O que era pior, a guerra ou a paz nas condições humilhantes e de miséria impostas por Versailles? Como encaravam os alemães o futuro? Algumas frases arrepiam pela presciência: "Se aparecer um aventureiro, resoluto e de maus fígados, que se confie numa vaga e apocalíptica ideologia, que bata o pé ao vencedor, misto de Anticristo e de Lohengrin, tem povo.". O livro é rico em episódios curiosos que acontecem durante a viagem, encontros com espanhóis no comboio, partilha de pão num hotel de luxo ou um uruguaio que lhe serve de guia numa pequena cidade. Quem gostar de literatura de viagens tem aqui do melhor já escrito. No final do livro o diário avança 8 anos no tempo e descreve a visita aos campos de batalha no norte de França. Aqui quase desaparece o contacto com pessoas, são campos de morte de milhões. Finalmente o livro termina com uma reflexão sobre a participação de Portugal na guerra. De lamentar apenas, mais uma vez, a alergia dos editores portugueses às notas de rodapé. Vários pontos referidos por Aquilino não são óbvios para o leitor atual, uma nota de rodapé aqui e ali evitavam algumas idas à wikipédia, como para entender as estátuas de pregos que eram usadas para recolher donativos para o esforço de guerra. Enfim, algo que teria sido bem mais útil do que o prefácio cheio de lugares comuns de um comentador televisivo que até merece honras de capa - não acredito que tenha vendido mais um exemplar por isso.

SOBRE O AUTOR

Aquilino Ribeiro

Aquilino Ribeiro nasceu na Beira Alta, concelho de Sernancelhe, no ano de 1885, e morreu em Lisboa em 1963.
Deixou uma vasta obra, na qual que cultivou todos os géneros literários, partilhando com Fernando Pessoa, no dizer de Óscar Lopes, o primado das Letras portuguesas do século XX. Foi sócio de número da Academia das Ciências e, após o 25 de Abril, reintegrado, a título póstumo, na Biblioteca Nacional, condecorado com a Ordem da Liberdade e homenageado, aquando do seu centenário, pelo Ministério da Cultura.
Em setembro de 2007, por votação unânime da Assembleia da República, o seu corpo foi depositado no Panteão Nacional.

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