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À Espera que Venha o Diabo eBook

de Mary MacLane
Livro eBook
Editor: Guerra & Paz Editores, março de 2026 ‧
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À Espera que Venha o Diabo, de Mary MacLane, foi um escândalo e um sucesso de vendas internacional em 1902.

Este livro é o diário escandaloso de Mary MacLane, uma jovem de 19 anos que vive em Butte, Montana, que se auto-intitula «ladra», «vagabunda», «mentirosa» e «filósofa da minha própria escola peripatética».

Com uma escrita provocadora e confessional, a protagonista anseia por experiências mundanas e transborda de desejo bissexual e de revolta contra as injustiças da juventude e de ser mulher, ao mesmo tempo que expressa um orgulho desmesurado pelo seu belo corpo jovem feminino e pela sua mente, rejeitando abertamente a ideia de que era como todas as outras pessoas, da sua época ou de qualquer outra.

Num estilo naturalmente coloquial, a diarista adolescente ousada e angustiada de 1902 soa, mais de um século depois, moderna, e À Espera que Venha o Diabo continua a ser um texto fundamental que tem de ser descoberto.

À Espera que Venha o Diabo

de Mary MacLane

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895763801
Editor: Guerra & Paz Editores
Data de Lançamento: março de 2026
Idioma: Português
Páginas: 232
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Classificação Temática: eBooks em Português > Literatura > Ficção
EAN: 9789895763801
Acessibilidade: Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor

A voz de uma mulher incompreendida

Ricardo Trindade, O Informador

1902 foi o ano da publicação de À Espera que Venha o Diabo e logo aí se percebeu que Mary MacLane apareceu na literatura para agitar pensamentos, originando uma onda de discussões literárias que foram para além de Inglaterra. Com uma singularidade única, esta jovem e convicta mulher mostra pelas suas partilhas uma obsessão por uma antiga professora num amor não correspondido, virando-se perante esta impossibilidade para um resgate sonhado do diabo que será a sua única fonte de salvação para com um Mundo que não a compreende. Culta e desenvolvida para a sociedade em que viveu, Mary relata de forma transparente os seus desejos, opondo-se perante as injustiças que lhe são colocadas, sabendo que não é somente mais uma mulher como todas as outras da sua época, lutando assim através da escrita que lhe serve como um grito para tanta angústia com que vive numa solidão profunda cheia de altos e baixos emocionais. Num desafio entre o que é pensado e o que foi partilhado em desespero, este livro é um relato único de uma leitora nata que coloca toda a aprendizagem numa escrita com muitas influências clássicas e artísticas que não passam despercebidas, sendo esta narrativa uma vivência criada a partir da solidão de uma mulher incompreendida.

SOBRE O AUTOR

Mary MacLane

Mary MacLane nasceu em 1 ou 2 de maio de 1881, em Winnipeg, no Canadá, foi uma pioneira escritora feminista cujo relato autobiográfico franco, escrito aos 19 anos e publicado em 1902, se tornou um best-seller instantâneo.
Filha de pais presbiterianos escoceses e canadianos, era uma de quatro filhos. O seu pai, James, trabalhava como agente do governo canadiano, investindo em rebanhos de gado e barcos a remos.
Quando Mary tinha 4 anos, a família mudou-se para Fergus Falls, no Minnesota. Pouco depois da morte do pai, em 1889, a família foi para o Montana e, por fim, para Butte, então uma próspera cidade mineradora de cobre, onde a mãe se casou com um «fotógrafo errante».
Conhecida como a «mulher selvagem de Butte», MacLane adotou um estilo confessional modernista para expressar os seus desejos eróticos e as suas francas e ousadas reflexões acerca da amizade e dela mesma. Após duas décadas de estrelato, em que participou no desfile do 4 de Julho, teve MacLane Clubs e era exemplo para as jovens rebeldes, foi praticamente esquecida.
Enfant terrible da literatura americana, em 6 de agosto de 1929, Mary MacLane foi encontrada morta num albergue em Chicago.
Escritores como Hemingway, Crane, Stein e Fitzgerald afirmaram que MacLane foi uma influência importante na sua busca por um novo estilo americano.

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