Maria das Dores
Maria das Dores nasceu e cresceu no Algarve. Aos 17 anos, mudou-se para Lisboa. No ano, seguinte, foi aceite como hospedeira na TAP, mas preferiu ingressar na banca e fazer carreira. Durante esse percurso, decidiu continuar a estudar e apaixonou-se por um professor, José, com o qual vem a casar e a ter um filho, David. Essa união dura uma década e é interrompida pela paixão avassaladora por outro homem, Paulo – uma paixão que há de terminar em tragédia. Com Paulo, procura ser novamente mãe, mas as coisas não correm bem. Abdica então de um ascendente percurso na banca para poder dedicar-se a uma gravidez tardia e de risco. Depois de cinco abortos, nasce Duarte, um bebé saudável. Seis meses depois, acontece algo que muda a sua vida para sempre: ao sair de um almoço com o marido, um desastre de automóvel leva-a a uma incapacidade física de 83%, resultante de sucessivas operações de amputação ao braço esquerdo. Num acesso de ciúme e loucura, e ao antever um pedido de divórcio, encomenda a morte do marido ao motorista de ambos. Como consequência, a 9 de abril de 2008, é condenada a 23 anos de prisão. Sem contacto com o filho mais novo desde o dia da detenção, jura fazer tudo o que estiver ao seu alcance para que um dia possa pedir-lhe perdão e voltar a abraçá-lo.