Marcolino Candeias
Marcolino Candeias (M. C. Coelho Lopes) nasceu a 28 de agosto de 1952 e faleceu a 1 de maio de 2016 na ilha Terceira. Ainda estudante do ensino secundário, tornou-se poeta nas páginas académicas e no suplemento literário de "A União", "Glacial", publicando "Por ter escrito Amor" (1971), um conjunto de poemas que, na época, causou sensação entre os mais novos e alguma polémica entre os mais velhos; participou então em diversas atividades culturais, tendo sido membro da cooperativa cultural Sextante, mantendo-se muito próximo da ação cultural então liderada por José Orlando Bretão, a quem estava ligado por fortes laços de amizade.
Cumpriu o serviço militar em Angola durante o conturbado período da descolonização, após o qual iniciou os estudos superiores na Universidade de Coimbra, onde obteve o bacharelato em Filologia Românica e, posteriormente, o grau de licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, com distinção.
Professor estagiário do ensino secundário, foi assistente nas universidades dos Açores e de Coimbra. Publicou "Na distância deste tempo" (1984). Em 1986, partiu para o Canadá (Montreal) para trabalhar como leitor de português na Universidade de Montreal, onde lecionou português e cultura brasileira, bem como a língua. Como chefe da Secção de Estudos Portugueses e Brasileiros, representou no final da década de 1980 o primeiro projeto mineur daquela universidade {minor} em Estudos Luso-Brasileiros. Permaneceu no Canadá durante onze anos. Ainda em Montreal, esteve envolvido na imprensa comunitária de língua portuguesa. Entretanto, trabalhou como assessor da direção e do conselho de administração da Caisse d’économie des Portugais de Montréal, uma cooperativa financeira fundada por emigrantes portugueses e filiada à poderosa rede de caixas económicas Mouvement Desjardins.
De regresso aos Açores, foi diretor da Casa da Cultura da Juventude de Angra do Heroísmo (1987-1999), cargo que ocupou até ser nomeado Diretor Regional da Cultura, no último ano do VII Governo Regional (1999-2001) e depois do VIII Governo Regional, e Presidente do Gabinete da Área Classificada de Angra do Heroísmo (2001-2005).
Participante de atividades culturais desde muito jovem, destacou-se como poeta com a Geração Glacial, que contribuiu significativamente para a atividade literária açoriana.
Considerado uma das vozes excecionais da poesia açoriana, publicou dois livros de poesia e tem colaborado amplamente em publicações portuguesas e estrangeiras; tem alguns poemas traduzidos para inglês e eslovaco e está representado em diversas antologias de poesia nacionais e estrangeiras.
Marcolino Candeias é considerado uma das vozes mais importantes do grupo a que pertenceu e que ficou conhecido como a Geração Glaciar, fundamentalmente preocupada com os valores mais profundos relacionados com a sociedade, a liberdade, a democracia e o papel do homem neste contexto, e que deu um contributo considerável para a atividade literária nos Açores. Sem dúvida, um dos maiores poetas do arquipélago. Escreveu para jornais e revistas nacionais e estrangeiros, tendo também alguns poemas traduzidos para inglês e eslovaco.
É também autor de contos orais, dos quais existem registos em vídeo, que contam a visão de um antigo emigrante terceirense de origem rural na Califórnia (Joe Canoa), sobre os valores e comportamentos do mundo envolvente.
Está representado em inúmeras antologias de poesia.
Cumpriu o serviço militar em Angola durante o conturbado período da descolonização, após o qual iniciou os estudos superiores na Universidade de Coimbra, onde obteve o bacharelato em Filologia Românica e, posteriormente, o grau de licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, com distinção.
Professor estagiário do ensino secundário, foi assistente nas universidades dos Açores e de Coimbra. Publicou "Na distância deste tempo" (1984). Em 1986, partiu para o Canadá (Montreal) para trabalhar como leitor de português na Universidade de Montreal, onde lecionou português e cultura brasileira, bem como a língua. Como chefe da Secção de Estudos Portugueses e Brasileiros, representou no final da década de 1980 o primeiro projeto mineur daquela universidade {minor} em Estudos Luso-Brasileiros. Permaneceu no Canadá durante onze anos. Ainda em Montreal, esteve envolvido na imprensa comunitária de língua portuguesa. Entretanto, trabalhou como assessor da direção e do conselho de administração da Caisse d’économie des Portugais de Montréal, uma cooperativa financeira fundada por emigrantes portugueses e filiada à poderosa rede de caixas económicas Mouvement Desjardins.
De regresso aos Açores, foi diretor da Casa da Cultura da Juventude de Angra do Heroísmo (1987-1999), cargo que ocupou até ser nomeado Diretor Regional da Cultura, no último ano do VII Governo Regional (1999-2001) e depois do VIII Governo Regional, e Presidente do Gabinete da Área Classificada de Angra do Heroísmo (2001-2005).
Participante de atividades culturais desde muito jovem, destacou-se como poeta com a Geração Glacial, que contribuiu significativamente para a atividade literária açoriana.
Considerado uma das vozes excecionais da poesia açoriana, publicou dois livros de poesia e tem colaborado amplamente em publicações portuguesas e estrangeiras; tem alguns poemas traduzidos para inglês e eslovaco e está representado em diversas antologias de poesia nacionais e estrangeiras.
Marcolino Candeias é considerado uma das vozes mais importantes do grupo a que pertenceu e que ficou conhecido como a Geração Glaciar, fundamentalmente preocupada com os valores mais profundos relacionados com a sociedade, a liberdade, a democracia e o papel do homem neste contexto, e que deu um contributo considerável para a atividade literária nos Açores. Sem dúvida, um dos maiores poetas do arquipélago. Escreveu para jornais e revistas nacionais e estrangeiros, tendo também alguns poemas traduzidos para inglês e eslovaco.
É também autor de contos orais, dos quais existem registos em vídeo, que contam a visão de um antigo emigrante terceirense de origem rural na Califórnia (Joe Canoa), sobre os valores e comportamentos do mundo envolvente.
Está representado em inúmeras antologias de poesia.
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