A Última Viúva de África, romance de Carlos Vale Ferraz, venceu o Prémio Fernando Namora/2018.

Segundo a Porto Editora, responsável pela edição, a narrativa partiu «da história real de uma mulher portuguesa que não quis abandonar a sua nova pátria», o ex-Congo Belga, e «o autor procura compreender as linhas do processo africano de descolonização».

Ana Silva, a protagonista, emigra nos anos 50 para África, pertencendo ao reduzido número de portugueses que permaneceu na antiga colónia belga do Congo após a independência. Vale Ferraz recria então o percurso de vida, os motivos, os encontros e desencontros e a rede de contactos que fizeram dela a amante frustrada do continente africano, a viúva branca de um paraíso perdido com a descolonização.

Uma obra que demonstra como «a memória da experiência colonial pode ser aterradora», referiu em ata o júri presidido por Guilherme d’Oliveira Martins.

O prémio, instituído em 1987, já foi atribuído a Urbano Tavares Rodrigues, Mário Cláudio, José Eduardo Agualusa, António Lobo Antunes ou Ana Silva, e tem um valor pecuniário de 15 mil euros.
O autor, Carlos Vale Ferraz


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A Última Viúva de África
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