VIVER MAIS COM MENOS: DICA VERDE COM ANA MILHAZES #2

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Um guia para uma vida sem desperdício.
Uma vida sem desperdícios. É para aí que caminhamos, cada um a seu ritmo. O assunto está na agenda e a reciclagem por si só já não é suficiente. Mas, por onde começar?
Neste livro - e agora também, uma vez por mês, nesta rubrica - a ambientalista Ana Milhazes mostra-nos como podemos viver melhor com menos e dá-nos dicas para facilitar e transformar a nossa vida: do consumo sustentável à tecnologia, passando pelos meios de transporte, pela organização e limpeza da casa, pela higiene, o desperdício zero na cozinha e a economia de partilha.
Um passo de cada vez.

Esta semana, a autora fala-nos sobre o poder da natureza e a importância de desligarmos.
 
«É NECESSÁRIA UMA GRANDE MUDANÇA EM RELAÇÃO
À FORMA COMO VEMOS O TRABALHO»
Com a chegada dos dias mais quentes, sentimos necessidade de passar mais tempo no exterior, de aproveitar os dias maiores e de usufruir deste contacto com a natureza.

Que bom que é pegar num livro e ir até ao jardim mais próximo, contemplar as árvores, ouvir os pássaros e sentir o ar puro a entrar pelas nossas narinas. É isto mesmo que o(a) convido(a) a fazer quando tiver tempo livre. Poderá ser apenas cinco minutos. Aproveite, por exemplo, a sua hora de almoço. Dê uma pequena caminhada antes de começar a ler. Faça uma leitura em conjunto com os seus colegas. Troquem livros e partilhem. Acredito cada vez mais no poder da partilha e na importância de simplesmente trocarmos tudo aquilo que temos. Já imaginou como tudo estaria mais acessível a todos e sem qualquer custo? E se tivéssemos acesso a uma biblioteca exterior próxima do nosso local de trabalho? E que bom seria poder lá ir de cada vez que precisássemos de inspiração extra ou quando precisássemos simplesmente de fazer uma pausa? Estas pausas são um convite ao chamado mindfulness (atenção plena). Permitem-nos sair do piloto automático, perceber o mundo à nossa volta mas também o nosso mundo interno: pensamentos, emoções e sensações.

Em todas as empresas onde estive obrigava-me a parar, sobretudo à hora do almoço. Mas confesso que era mesmo muito difícil...
Sempre gostei de fazer mil coisas ao mesmo tempo e de aproveitar cada segundo livre para ser mais produtiva. A hora do almoço era usada para os meus projectos pessoais, para fazer compras a granel (enquanto saltava de uma reunião para outra) ou simplesmente para adiantar trabalho. Senti na minha própria pele as consequências de não ter parado mais vezes e de simplesmente não ter abrandado. Por isso, gosto tanto de falar e de escrever sobre estas temas.

Nunca se falou tanto de burnout como hoje em dia, mas ainda assim as empresas têm tanto que mudar e que despertar para estas questões. É necessária uma maior atenção a todos os seus funcionários e uma grande mudança em relação à forma como todos vemos o trabalho. As caminhadas na natureza, a biblioteca de jardim, a partilha entre colegas foram apenas alguns exemplos bonitos que acredito que poderiam trazer grandes mudanças. São estes pequenos gestos que transformam as empresas e transformam cada um de nós.
Aquilo que o(a) convido(a) é mesmo a olhar à sua volta e a pensar o que poderia fazer já hoje para tornar o seu local de trabalho mais agradável e mais feliz?

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