Um poema de
MARIA ALBERTA MENÉRES
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17 de janeiro de 2020
XXXII
O tempo de um sorriso
o verbo ameno,
o dilatar das veias
junto do estio,
a plantação de pedras
no sereno
leito quase enigmático
do rio.
O tempo de um sorriso
o agreste do medo,
a estrada de oiro ao sol
a tentação
o roubo em plena noite
e o segredo
da mais clara e evidente
contorsão.
O tempo de um sorriso
o verbo ameno,
o dilatar das veias
junto do estio,
a plantação de pedras
no sereno
leito quase enigmático
do rio.
O tempo de um sorriso
o agreste do medo,
a estrada de oiro ao sol
a tentação
o roubo em plena noite
e o segredo
da mais clara e evidente
contorsão.