Thrillers de autores portugueses
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17 de janeiro de 2020
Já pensou que todos os thrillers são descritos como hipnotizantes, arrepiantes, surpreendentes, alucinantes, de roer as unhas, tensos, viciantes, de cortar a respiração ou como sendo impossíveis de parar de ler? A verdade é que não é fácil ser original e encontrar palavras novas para descrever aquela sensação única de arrepio na espinha provocada pelo verdadeiro suspense.
A pensar nisso, reunimos para si seis policiais que são tudo isso e ainda mais: foram escritos originalmente em português, por autores que, na sua maioria, merecem mais atenção dos leitores do que a que têm despertado.
Arrisque! Quantos livros de suspense enigmáticos já leu, que tenham sido escritos na sua língua?
A pensar nisso, reunimos para si seis policiais que são tudo isso e ainda mais: foram escritos originalmente em português, por autores que, na sua maioria, merecem mais atenção dos leitores do que a que têm despertado.
Arrisque! Quantos livros de suspense enigmáticos já leu, que tenham sido escritos na sua língua?
O Último Refúgio é um policial duro, à moda antiga, ambientado no submundo da máfia, entre Baltimore e a uma casa isolada da costa portuguesa. Entre polícias corruptos presos a dívidas antigas, guarda-costas sanguinários e uma femme fatale de cabelo preto e gélidos olhos azuis, este livro mergulha-nos no universo dos melhores policiais noir, fazendo-nos pensar nos bons filmes de ação estrelados por um Liam Neeson com sede de vingança.
Nuno Cobra, escritor de policiais, é o último morador de um prédio em Alfama, comprado por um investidor que planeia fazer do edifício mais um Airbnb. Quando um serial killer, que arranca os olhos às suas vítimas, começa a aterrorizar o bairro, Cobra vê-se obrigada a assumir o papel de detetive fora das páginas dos seus livros.
Alojamento Letal é um policial inteligente, bem-humorado e muito bem escrito, que nos lembra que viver em Lisboa pode custar literalmente os olhos da cara.
Na sequência da morte do patriarca, a família Ávila reúne-se numa mansão em Sintra para formalizar as partilhas. Mas, numa fria manhã de inverno, ao despertar, descobrem o cadáver da tia Manuela na sala, numa poça de sangue. A Polícia Judiciária é imediatamente chamada ao local, mas os membros da família parecem pouco dispostos a colaborar, até que surge um segundo corpo… Ninguém sabe quem é o assassino, mas todos são suspeitos e qualquer um pode ser a próxima vítima.
Ano: 2034. Algures no Mediterrâneo, uma ilha é o único lugar do mundo não afetado por uma terrível pandemia. Graças a isso, os seus habitantes acreditam ser geneticamente superiores e veem os estrangeiros como inimigos. A procriação é obrigatória, o Primeiro-Ministro é filmado 24h/dia para garantir a transparência do poder e os cidadãos decidem o futuro do país, do conforto do seu sofá, através de referendos online.
Mas este mundo aparentemente perfeito é ameaçado quando pessoas começam a desaparecer, deixando para trás um bilhete, onde se lê: Parti para Zalatune.
Em plena véspera de Natal, Lisboa é afetada por uma terrível cheia que provoca danos incalculáveis e centenas de mortes. Todos se apressam a justificar o desastre como uma consequência das alterações climáticas, mas será mesmo assim?
Entretanto, na praia, dois inspetores da Polícia Judiciária descobrem um cenário terrível: um puzzle humano de homicídios que apontam para um assassino contratado e um projeto secreto… Será que matar é a única forma de sobreviver?
Mão Direita do Diabo é o primeiro volume de uma tetralogia e, provavelmente, o maior clássico da literatura policial portuguesa. O seu autor, Dennis Mcshade, é na verdade Dinis Machado, o aclamado autor de O Que Diz Molero. Se isto não é aperitivo suficiente para si, saiba ainda que o protagonista da série, Peter Maynard, é um assassino profissional. Usa uma Beretta, mas lê Céline, ouve Mozart e Debussy, trata a própria consciência por tu e mantem com ela monólogos prolongados.
A propósito deste livro temos mesmo de usar o maior cliché de todos: é simplesmente imperdível!