Tecnologia: mais é melhor? Pense de novo

Minimalismo Digital
Minimalismo Digital, de Cal Newport
As últimas duas décadas têm sido definidas por aquilo a que se pode chamar «maximalismo tecnológico», isto é, mais é melhor no que respeita à tecnologia.

Temos telemóveis cada vez mais inteligentes, registamo-nos em inúmeros canais e plataformas, cedemos os nossos dados pessoais, recebemos todo o tipo de alertas e notificações, perguntamos qual é o caminho, encomendamos o jantar, pedimos até que nos digam qual a música que vamos ouvir ou a próxima série que vamos ver, deslizamos o ecrã à procura de informação nova, num verdadeiro corropio que nem sempre nos acrescenta coisa alguma.

O nosso cérebro torna-se cativo do emaranhado selvagem de ferramentas, entretenimentos e distrações oferecidos pela Internet.

«Muitas pessoas têm a experiência de visitar conteúdos na Internet com um intuito específico – digamos, por exemplo, consultar uma página da Internet de um jornal para ver a previsão do tempo – e, depois, dão consigo passados 30 minutos, a seguir descuidadamente os trilhos de ligações, passando de um título para outro», refere Cal Newport, autor do livro Minimalismo Digital e professor de Ciências Informáticas na Universidade de Georgetown.
O MINIMALISMO É A ARTE DE SABER O QUE SIGNIFICA «DEMASIADO»
A utilização compulsiva da tecnologia não é uma falha de caráter, senão a perceção de um plano de negócios extraordinariamente lucrativo.
«Nós não quisemos aderir às vidas digitais que agora temos», mas, e agora, como saímos delas?
A resposta é minimalismo digital e a palavra de ordem é desatafulhar. Vamos a isso?

«1. Reserve um período de 30 dias durante o qual deverá fazer uma pausa das tecnologias opcionais na sua vida (incluir jogos de consola e streaming de vídeo nesta categoria);
2. Durante esta pausa de 30 dias, explore e redescubra atividades e comportamentos que o satisfaçam e que tenham significado;
3. No final da pausa, reintroduza as tecnologias opcionais na sua vida, começando tudo de novo. Por cada tecnologia que reintroduzir, determine o valor que tem na sua vida e como a utilizará, especificamente, para maximizar esse valor.»

Esta experiência significa um recomeço na sua vida digital. Porém, é apenas o primeiro passo.
VIVER MELHOR COM MENOS
Newport enviou um e-mail para a sua mailing list esperando voluntários dispostos a realizar um desatafulhar digital durante o mês de janeiro e a mantê-lo informado durante esse período. Esperou 40 ou 50 corajosos. Teve mais de 1600 respostas.

Num segundo momento deste livro, o autor debate ideias e apresenta estratégias concretas para dar forma a um novo estilo de vida de minimalista digital, tornando-o sustentável a longo prazo.
E exemplifica-o com casos reais - as tais pessoas que responderam afirmativamente ao desafio.

Um livro cativante, oportuno e de leitura fácil, que nos obriga pensar quão dependentes estamos e como podemos encontrar esse equilíbrio que separa a real necessidade de tudo o resto.

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