Somos nós que mudamos os lugares ou são os lugares que nos mudam a nós?

A Alma dos Lugares
A Alma dos Lugares
Com certeza, já se apercebeu que o meio envolvente tem uma influência decisiva em si. Afeta os seus pensamentos, as suas emoções e a sua resposta física. O que talvez não saiba é que isso tem um nome: psicogeografia.

Colin Ellard, psicólogo e investigador na área da neurociência, explica-nos, neste livro, como a nossa casa, o local de trabalho, a cidade onde vivemos e a natureza nos vêm influenciando ao longo da História, tendo o cérebro e o corpo respostas diferentes de lugar para lugar.

Como o espaço nos toca, como nos estarrecemos diante de uma obra de arte, como o nosso cérebro prefere a natureza a espaços fechados, e como reage perante o mundo físico e o virtual, e até a influência do que o autor designa por espaços aborrecidos e espaços de ansiedade.

Nesta obra clara e exaustiva, Ellard visita as profundezas da nossa mente e dos nossos gestos para nos explicar por que sentimos o que sentimos. E isso é mesmo genial.
«ONDE QUER QUE VAMOS, OS NOSSOS SISTEMAS NERVOSOS E AS NOSSAS MENTES SÃO MOLDADOS PELO QUE VIVEMOS»
COMO O ESPAÇO NOS TOCA
«Quando visitei pela primeira vez a Basílica de São Pedro, vi como os joelhos dos outros visitantes cediam face à visão de uma cúpula gigante a transbordar de opulência e com obras de arte extraordinárias. Esta reação tipicamente humana não é, naturalmente, acidental. Tais estruturas foram explicitamente concebidas para alterar o modo como as pessoas se sentem, para as encorajar a reavaliar o seu relacionamento com o universo divino, para mitigar os seus medos com a promessa de uma vida depois da morte e, com alguma sorte, para exercer poder sobre os seus comportamentos muito depois de abandonarem o local. Na verdade, estudos científicos descobriram que a exposição a cenas grandiosas, sejam fenómenos naturais de cortar a respiração como um céu noturno estrelado ou as profundezas do Grand Canyon, ou uma obra construída pelo homem, como o teto de uma catedral, pode exercer uma influência mensurável no que sentimos sobre nós próprios, no modo como tratamos os outros e até a nossa perceção da passagem do tempo. (…)»

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