Sara Duarte Brandão é a vencedora do Prémio WOOK Novos Autores 2025
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30 de janeiro de 2026
Da esquerda para a direita: Rui Aragão, diretor da WOOK, Rui Couceiro, presidente do júri do prémio, Sara Duarte Brandão (vencedora) e Maria do Rosário Pedreira (editora da D. Quixote)
Sara Duarte Brandão é a vencedora do Prémio WOOK Novos Autores 2025, com o romance Quem Tem Medo dos Santos da Casa, por escolha unânime do júri. A obra, que marca a estreia da autora na ficção, revela um talento literário singular, que vai de encontro ao compromisso da WOOK com a descoberta e o destaque de novos autores, através da divulgação de obras que ilustrem a diversidade, a criatividade e a qualidade da produção literária em língua portuguesa.
Durante a gala, que teve lugar ontem, 29 de janeiro, no Teatro Thalia em Lisboa, a autora referiu que o livro, inspirado na história dos santos do escultor Altino Maia, retirados da Igreja de São Pedro da Afurada, «é dedicado a muitas mulheres que durante muito tempo não conseguiram ser aquilo que queriam». O presidente do júri, o escritor Rui Couceiro, destacou a exuberância da obra, que «afirma claramente a existência de uma voz», sublinhando a maturidade e poeticidade da sua linguagem.
Quem Tem Medo dos Santos da Casa conta a história de Maria Teresa, que cresceu numa vila piscatória entre a austeridade familiar e a liberdade encontrada nos livros. Condenada a viver à sombra do que o pai e o marido sonharam para ela, parte em busca da emancipação. Hoje, a tecer tapetes, é considerada uma bruxa que assusta crianças, mas é numa amizade improvável com Joana que encontrará a sua redenção.
Na nota do júri, pode ler-se que esta «é uma obra que cruza habilmente o íntimo e o coletivo. A estruturação da narrativa furta-se ao convencional e o trabalho de linguagem evidencia uma sensibilidade poética que ilumina o quotidiano. Sara Duarte Brandão revisita e transfigura os lugares-comuns da língua, atribuindo-lhes novos sentidos, com uma destreza reveladora de um invulgar talento literário.»
Nascida no Porto em 1997, a jovem escritora é licenciada em Design de Comunicação, Mestre em Estudos Literários, Culturais e Interartes e doutoranda em Ciências da Educação. Cofundadora da Truz Truz Editora, recebeu em 2023 o Prémio Literário Cidade de Almada pelo livro agora distinguido pela WOOK; venceu o Prémio Literário NORTEAR pelo conto Ver, recebeu uma Menção Honrosa no Prémio Glória de Sant’Anna em 2024 pelo seu livro de poesia Descolonizar o Sujeito Poético, e foi finalista da Mostra Nacional Jovens Criadores – Literatura, no mesmo ano.
A cerimónia de entrega do prémio reuniu autores, editores, agentes literários e parceiros da WOOK. Além de Sara Duarte Brandão, entre os finalistas ao prémio estavam Ana da Cunha, com Sodade; Ana Cláudia Santos, com Lavores de Ana; Dulce de Souza Gonçalves, com O Processo; Josefa de Maltezinho, com Elisa; e Nuno Duarte, com Pés de Barro.
Maria do Rosário Pedreira, editora da D. Quixote, que publicou o livro premiado, assinalou o facto de «haver um grupo de finalistas com uma presença feminina tão marcada, caso raro no panorama literário português», tendo Rui Couceiro elogiado a «elevada qualidade» dos mesmos. Para Rui Aragão, diretor da WOOK, «cada uma destas obras afirma uma voz própria e um percurso que merece atenção», realçando que a literatura se renova quando encontra espaço para novas vozes e novos olhares, missão à qual o Prémio WOOK Novos autores se dedica.
Na 1ª Edição do Prémio WOOK Novos Autores, em 2024, o vencedor foi João Pedro Vala, com o romance Campo Pequeno.
Durante a gala, que teve lugar ontem, 29 de janeiro, no Teatro Thalia em Lisboa, a autora referiu que o livro, inspirado na história dos santos do escultor Altino Maia, retirados da Igreja de São Pedro da Afurada, «é dedicado a muitas mulheres que durante muito tempo não conseguiram ser aquilo que queriam». O presidente do júri, o escritor Rui Couceiro, destacou a exuberância da obra, que «afirma claramente a existência de uma voz», sublinhando a maturidade e poeticidade da sua linguagem.
Quem Tem Medo dos Santos da Casa conta a história de Maria Teresa, que cresceu numa vila piscatória entre a austeridade familiar e a liberdade encontrada nos livros. Condenada a viver à sombra do que o pai e o marido sonharam para ela, parte em busca da emancipação. Hoje, a tecer tapetes, é considerada uma bruxa que assusta crianças, mas é numa amizade improvável com Joana que encontrará a sua redenção.
Na nota do júri, pode ler-se que esta «é uma obra que cruza habilmente o íntimo e o coletivo. A estruturação da narrativa furta-se ao convencional e o trabalho de linguagem evidencia uma sensibilidade poética que ilumina o quotidiano. Sara Duarte Brandão revisita e transfigura os lugares-comuns da língua, atribuindo-lhes novos sentidos, com uma destreza reveladora de um invulgar talento literário.»
Nascida no Porto em 1997, a jovem escritora é licenciada em Design de Comunicação, Mestre em Estudos Literários, Culturais e Interartes e doutoranda em Ciências da Educação. Cofundadora da Truz Truz Editora, recebeu em 2023 o Prémio Literário Cidade de Almada pelo livro agora distinguido pela WOOK; venceu o Prémio Literário NORTEAR pelo conto Ver, recebeu uma Menção Honrosa no Prémio Glória de Sant’Anna em 2024 pelo seu livro de poesia Descolonizar o Sujeito Poético, e foi finalista da Mostra Nacional Jovens Criadores – Literatura, no mesmo ano.
A cerimónia de entrega do prémio reuniu autores, editores, agentes literários e parceiros da WOOK. Além de Sara Duarte Brandão, entre os finalistas ao prémio estavam Ana da Cunha, com Sodade; Ana Cláudia Santos, com Lavores de Ana; Dulce de Souza Gonçalves, com O Processo; Josefa de Maltezinho, com Elisa; e Nuno Duarte, com Pés de Barro.
Maria do Rosário Pedreira, editora da D. Quixote, que publicou o livro premiado, assinalou o facto de «haver um grupo de finalistas com uma presença feminina tão marcada, caso raro no panorama literário português», tendo Rui Couceiro elogiado a «elevada qualidade» dos mesmos. Para Rui Aragão, diretor da WOOK, «cada uma destas obras afirma uma voz própria e um percurso que merece atenção», realçando que a literatura se renova quando encontra espaço para novas vozes e novos olhares, missão à qual o Prémio WOOK Novos autores se dedica.
Na 1ª Edição do Prémio WOOK Novos Autores, em 2024, o vencedor foi João Pedro Vala, com o romance Campo Pequeno.