Sabia que os animais (também) mentem?

Sim, mentem para enganar o inimigo, para se proteger ou mesmo ao parceiro. Os corvos comunicam através do bico, os veados fazem o luto, os javalis gostam de dormir sempre no mesmo sítio. Mas há mais.
A Vida Secreta dos Animais
Os animais têm comportamentos e emoções que atribuímos a seres humanos?

Peter Wohlleben revela-nos neste livro fascinante esquilos superprotectores, corvos apaixonados, veados de luto… Na verdade, recentes descobertas científicas, a par de histórias divertidas e comoventes, mostram-nos um mundo por descobrir: o das complexas inter-relações de animais na floresta e na quinta, e da sua vida emocional e cognitiva. Afinal, os animais são-nos muito mais próximos do que poderíamos alguma vez imaginar.

Fique para ler alguns exemplos:
MENTIRA E ENGANO

Serão os animais capazes de mentir?
No sentido mais abrangente do termo, alguns animais são efetivamente capazes disso. É o caso das moscas-das-flores, que imitam as vespas com as suas listas pretas e amarelas, “enganando” assim os seus inimigos ao convencê-los de um perigo que não existe. Estas moscas não estão porém conscientes das suas próprias manobras decetivas, já que afinal de contas não contribuem de forma ativa para tal, tendo pura e simplesmente nascido assim com esse aspecto. O mesmo acontece com a borboleta-pavão, uma borboleta nativa da Alemanha que, perante os inimigos, finge ser uma presa demasiado grande por meio de uns enormes olhos patentes nas suas asas.
(...)
Há porém outras estratégias no reino animal que não podem ser descritas como mentiras, ainda que de vez em quando apareçam como tal na comunicação social. É o caso da raposa que, ao contrário da borboleta-pavão, é capaz de iludir conscientemente. Parte da sua estratégia de caça é fingir-se de morta, deixando por vezes até a língua de fora. Para um cliente em campo aberto há sempre clientela, nomeadamente aves corvídeas, que de bom grado se servem desse generosa oferta de carne, mesmo que seja um pouco suspeita. No caso desta nossa raposa, a carne não poderia ser mais fresca. É aliás fresca demais, pois quando o cliente de penas negras decide servir-se, vê-se subitamente entre os dentes da raposa e acaba por ser ele a refeição.
COMUNICAÇÃO

Tal como nós, também os corvos não se limitam a vocalizações. Cientistas da equipa de Simone Pika, do Instituto Max Planck de Ornitologia em Seewiesen, descobriram que estas inteligentes aves usam o bico da mesma forma que nós utilizamos as mãos. Enquanto nós apontamos para alguma coisa com o dedo ou erguemos a mão para chamar a atenção do nosso interlocutor para um objeto ou para nós próprios, os corvos erguem objetos com o bico. É desse modo que apontam numa determinada direção ou que procuram chamar a atenção do outro sexo. Além disso, com o seu vasto “vocabulário” fonético e vários padrões de movimento, cuja coreografia inventam, os corvos conseguem exprimir-se com enorme pormenor.

No livro « A Vida Secreta dos Animais - A descoberta de um mundo novo » »

Livros relacionados

Wook está a dar

Subscreva!