Respostas simples às perguntas dos nossos filhos

Respostas simples às perguntas difíceis dos nossos filhos
Novo livro da psicóloga Bárbara Ramos Dias
- Mãe, porque é que o meu amigo tem e eu não?
- Porque é que o João diz que sou feio?
- Será que alguma vez serei capaz?
- O que é o sexo?

As perguntas que as crianças fazem não devem ficar sem resposta. E considere que «porque eu digo», «porque sim»/«porque não» ou «isso não é da tua conta» não são respostas.
«Toda e qualquer relação se baseia no pressuposto de se ouvir e ser ouvido», lembra-nos Bárbara Ramos Dias, sendo que o que deve sempre prevalecer na comunicação entre adultos e crianças são as respostas simples, claras e honestas, mesmo que isso nos cause desconforto. A longo prazo, o benefício será notável.

Este é um guia com dicas práticas e exercícios para que possa entender os sentimentos e inquietações das crianças, sejam eles filhos, alunos, afilhados ou pacientes, e sejam as dúvidas sobre a génese do mundo, a opinião dos pares, os medos, a ansiedade, os erros, e, mais tarde, os temas cabeludos como as drogas, a sexualidade ou a morte.
«A única regra é responder com sinceridade, assertividade e amor»
PORQUE FAZEM BIRRAS?
«Porque nós permitimos e alimentamos!»
Segundo a psicóloga, colocarmo-nos no lugar da criança, compreender o motivo, ajuda a dar uma resposta eficaz. Quando as crianças sentem raiva, ficam enervadas ou irritadas não sabem como se controlar e expressam-se da forma que podem. Um conselho? «Da próxima vez que vir o seu filho a fazer birra, pare, pegue nele ao colo e abrace-o somente, sem comentar nada». Depois de um dia de trabalho, é difícil ter uma calma budista, mas não são os gritos que vão resolver. «No auge da birra, a criança não ouve nada do que verbaliza. Só o faz quando estiver mais tranquila.»
ASPETOS A TER EM CONSIDERAÇÃO QUANDO ELOGIAMOS
- Cada filho precisa de autoconfiança e consciência do próprio valor;
- Experimentar a frustração faz-lhes bem;
- Um elogio correto tem imenso valor;
- Os desafios fora de casa são importantes (natação, ballet, música);
- Desenvolver projetos em conjunto, pais e filhos, é importante (colares, pinturas, cozinha, jardinagem, tarefas domésticas);
- Ter em conta as habilidades da criança;
- A identidade é construída, não com elogios, mas com atividades e sucesso.

A criança até aos 7 anos não consegue analisar o seu desempenho, precisando de ajuda para identificar as suas habilidades e visualizar os seus avanços e progressos.
PORQUE É QUE NUNCA ME CONTAM NADA? – Margarida, 9 anos
«O que querem saber: porque não lhes confiam coisas importantes.

Possível resposta: Margarida, a mãe diz-te o que é importante saberes. Há coisas que não são minhas, são partilhas de amigas. Isso não ia acrescentar nada à tua vida, por isso não é nada que devas saber. Por exemplo, como te sentirias se a Mariana me viesse contar uma coisa que só tu lhe contaste a ela porque confiaste nela? Triste, furiosa ou aborrecida, talvez até traída, não é? É por isso que, quando a tia me conta coisas dela, não vou contar a ti ou ao pai. Porque se ela quisesse contar a todos era o que teria feito. É preciso respeitar os outros para sermos respeitados. Quando houver alguma coisa que também seja importante para ti, eu prometo partilhar contigo. Fora isso, vamos respeitar esta regra, combinado?»
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Depois dos três exemplos supra indicados, resta acrescentar que este é um livro para ser explorado ao longo do tempo e de acordo com as fases de crescimento da criança. Sem poções mágicas, mas com uma série de exercícios práticos para serem feitos em família, dicas para desenvolver a autonomia das crianças, estratégias para reduzir o stress e o pânico e inúmeras possíveis respostas às perguntas do dia-a-dia. 

Tudo em prol da harmonia familiar.

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