Os Livros do Ano

Esta é uma daquelas listas inglórias que ninguém quer fazer, mas absolutamente necessária sempre que finda o ano.
Eis, então, o best of literário de ficção e não-ficção, escolhido a dedo pelos nossos especialistas na matéria.
Os Livros do Ano
Os Livros do Ano
LINCOLN NO BARDO
Uma única noite, um cemitério e uma pergunta: como podemos viver e amar sabendo que tudo tem um fim? George Saunders saiu do conto, o seu género literário de eleição, e aventurou-se no primeiro romance com Lincoln no Bardo. Esta obra, que nos dilacera com a história de um pai, então presidente dos EUA, que perde um filho de 11 anos, é a prova de que a ficção pode falar de coisas que realmente nos interessam. Vencedor do Man Booker Prize 2017, um livro absolutamente obrigatório.
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A ESTRANHA ORDEM DAS COISAS
António Damásio, neurocientista português, fala-nos da importância dos sentimentos, das emoções e da forma como se correlacionam com o sucesso ou o fracasso das invenções culturais, para o melhor e para o pior. No top de vendas há semanas consecutivas, A Estranha Ordem das Coisas marca, definitivamente, 2017 e a sua leitura não deixa ninguém incólume.
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OS LOUCOS DA RUA MAZUR
Seguindo em parte a obra anterior Perguntem a Sarah Gross, João Pinto Coelho fere-nos neste livro com a violência da perseguição aos judeus durante a II Guerra Mundial, levantando questões polémicas e intemporais. Visceral e impressionantemente bem escrito foi o vencedor do Prémio Leya de 2017.
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A ESTRADA SUBTERRÂNEA
Colson Whitehead transforma em realidade uma famosa lenda da época esclavagista: a existência de uma rede de estações clandestinas unidas por um caminho-de-ferro subterrâneo (Underground Rail Road), que permitia aos escravos fugir. Para isso, o autor usa Cora e César e serve-nos uma trágica odisseia de esperança a partir de uma plantação de algodão rumo à Liberdade. Uma reflexão sobre a humanidade com laivos de fantasia e distopia, A Estrada Subterrânea venceu, entre outros, o prestigiado Prémio Pulitzer 2017 e o National Book Award.
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ESCRITO NA ÁGUA
Nel estuda o rio e os vários casos de afogamento até que, ela própria, aparece morta naquelas águas. Dias antes, tinha deixado um pedido de ajuda no gravador de mensagens da irmã Jules. A premissa de que o passado encontra sempre formas para nos atormentar no presente encontra neste livro a sua maior montra. Já Paula Hawkins, autora de A Rapariga no Comboio, prende-nos do início ao fim e confirma, de novo e com mestria, a sua inteligência ímpar para entender os instintos humanos.
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O DESLUMBRE DE CECILIA FLUSS
Focado na perda e na sua superação, o livro que encerra a trilogia de “Lugares Sem Nome” conta a história de Matias Fluss e da sua adolescência turbulenta e atormentada pelo desaparecimento repentino da irmã Cecilia, que deixa um pedaço do vestido, uma sandália e umas gotas de sangue pelo caminho. Às dúvidas existencialistas do protagonista sucedem-se perguntas e às respostas mais perguntas ainda. Aqui, Tordo mostra-nos o sofrimento como «a costura da existência».
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