O testamento de Vasco Graça Moura em 24 poemas

Por altura do sexagésimo aniversário («duas vezes trintão»), Vasco Graça Moura escreveu o seu testamento: uma coletânea de poemas autobiográficos, em jeito de balanço de vida («e eu já dispus o necessário./é tempo de me ver deitado»).
A Quetzal recuperou todas essas «baladas cantam os amores, trabalhos, filhos, amigos, inimigos, a cidade natal, o ofício literário, a paixão pela pintura e a sua natureza mais íntima».
Hei-de encontrá-lo onde quer que erre,
já feito em pó, igual a mim,
ele a dizer de baudelaire,
eu de camões e bernardim,
fale em rimbaud, cito-lhe assim
cesário, sena, alguns ingleses.
triste mas culto seja o fim
de marginais e de burgueses.

Vasco Graça Moura, Testamento de VGM

Livros relacionados

Wook está a dar

Subscreva!