Novo thriller de David Lagercrantz

Autor do final da saga Millenium
17 de janeiro de 2020
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Obscuritas, o novo thriller de David Lagercrantz, o responsável pela conclusão da saga Millennium.
Se anda à procura de uma nova série policial viciante temos o livro certo para si: Obscuritas, de David Lagercrantz.

O autor tornou-se célebre ao ser convidado para dar continuidade (e fim) à série Millennium, de Stieg Larsson, depois da morte precoce deste. Para a maior parte do mundo, na época Lagercrantz não passava de um completo desconhecido, mas na Suécia o autor era já largamente popular, sobretudo graças à sua biografia do jogador de futebol Zlatan Ibrahimovic.

Três volumes depois, Lagercrantz deu por concluída a saga da hacker Lisbeth Salander, que vendeu mais de 100 milhões de exemplares em todo o mundo, e lançou-se na criação de uma nova série policial, que deverá contar com cinco livros. O primeiro, Obscuritas, mistura futebol, homicídio e política internacional, estando já em pré-lançamento.

Segundo o autor, o lendário detetive de Baker Street, Sherlock Holmes, foi uma importante fonte de inspiração para esta nova série. A personagem de Conan Doyle foi o primeiro protagonista a cativar realmente Lagercrantz, quando este era ainda criança. O que o atraía era sobretudo o seu poder de observação, que lhe permitia, através de detalhes ínfimos, desvendar um mundo muito mais vasto.
Para Obscuritas, Lagercrantz decidiu criar um investigador brilhante, mas sem a arrogância de Holmes. O seu protagonista, Hans Rekke, um professor de psicologia genial, é sofisticado e deteta padrões como ninguém, mas é também bipolar e abusa de medicamentos fortes. Em vez de violino, toca piano, mas, à semelhança de Sherlock, vive num endereço que na realidade não existe, Grevgatan 3b, e tem um irmão com um alto cargo no governo.

Segundo o autor, a capa do livro representa alguém em dissolução. Já o título resulta da preferência de Hans Rekke por expressões latinas. A personagem diz com frequência “Claritas! Claritas!”, porque procura luz ou clareza na escuridão, “obscuritas” em latim.

A ação, que tem lugar durante a Guerra do Iraque, em 2003, começa com o assassinato em Estocolmo de um árbitro de futebol de origem afegã, espancado até à morte.

O caso, que parece de fácil resolução, é encerrado quando Giuseppe Costa, o pai de um dos jogadores, é acusado do homicídio. Mas este insiste teimosamente na própria inocência e a polícia acaba por recorrer ao Professor Hans Rekke, que trabalhou com os serviços secretos norte-americanos (CIA) e é especialista em técnicas de interrogatório. Se há alguém capaz de fazer Costa falar, é Rekke.

Mas as coisas não correm como esperado: com um poder de dedução admirável, o professor faz ruir a investigação preliminar da polícia, que se vê obrigada a libertar Costa. E o caso acabaria no esquecimento, se não fosse a intervenção de uma jovem agente, Micaela Vargas, que se recusa a deixar o homicídio sem solução.

Micaela, cujo pai foi torturado pelo regime de Pinochet, é racional e ambiciosa, mas tem dois irmãos que se viraram para o mundo do crime, sendo um deles o seu arqui-inimigo. Aliando-se a Rekke, decide resolver o caso, que parece cada vez mais enigmático, e acaba por se envolver nas malhas de uma conspiração internacional, que inclui a CIA e talibãs.

Quem era afinal aquele árbitro? Uma vítima ou um criminoso? Descubra tudo em Obscuritas, disponível a partir de 1 de novembro.

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