Neste Dia Mundial do Livro, descubra qual é o seu género literário

Vera Dantas
23 de abril de 2026
Há quem escolha vinho pelo rótulo, séries pelo algoritmo… e livros pelo género. Porque, no fundo, todos temos aquele tipo de história que nos agarra mais do que uma conversa no WhatsApp fora de horas.
Neste Dia Mundial do Livro, fazemos a pergunta mais importante desde “levas casaco?”: qual é o seu género literário — e que tipo de leitor vive em si?
❤ ROMANCE
Para suspirar, sofrer e acreditar que o amor resolve (quase) tudo
Quem lê:
A pessoa que diz “só mais um capítulo” e acaba emocionalmente envolvida com personagens fictícias dias a fio.
Frase que o define:
“Choro com livros, mas digo que foi alergia ao papel.”
Sugestão de leitura:
Tudo Me Lembra de Ti, de Colleen Hoover – Uma história sobre culpa, segundas oportunidades e o tipo de amor que nasce quando já ninguém acredita em finais felizes. Ao tentar recuperar a filha, Kenna Rowen vai ter de confrontar o passado, mas também irá redescobrir a esperança.
🐉 FICÇÃO FANTÁSTICA
Para quem prefere dragões a reuniões, e magia a contas para pagar
Quem lê:
A pessoa que sabe tudo sobre dragões e galáxias mas que se perde no mapa da própria cidade.
Frase que o define:
“Se Hogwarts existisse, já lá estava — nem que fosse como porteiro.”
Sugestão de leitura:
Quarta Asa, de Rebecca Yarros (edição com sprayed edges) – Uma escola onde falhar significa morrer, dragões não escolhem os fracos, e o amor pode ser tão perigoso quanto a guerra. No meio de provas brutais e alianças instáveis, uma jovem inesperada descobre que cada escolha deixa uma marca que nem o fogo consegue apagar.
🔍 MISTÉRIO / THRILLER
Para quem desconfia de toda a gente — inclusive do autor.
Quem lê:
A pessoa que tenta adivinhar o final… e fica irritada quando acerta (ou quando não acerta).
Frase que o define:
“Eu não confio nesta personagem — é demasiado perfeita...”
Sugestão de leitura:
Barriga de Aluguer, de Freida McFadden – Um acordo aparentemente perfeito transforma-se num jogo psicológico onde nada, nem ninguém, é exatamente o que parece. Porque ela guarda o bebé deles… mas também os seus segredos.
🏛 FICÇÃO HISTÓRICA
Para viajar no tempo sem jet lag — e com opinião sobre tudo.
Quem lê:
A pessoa que termina um livro e passa a falar como se tivesse vivido no século XVIII.
Frase que o define:
“No meu tempo… quer dizer… no livro que acabei ontem…” Sugestão de leitura:
Victoria, de Paloma Sánchez-Garnica – No meio das ruínas de uma Europa em reconstrução, uma mulher luta para sobreviver enquanto o passado e a verdade ameaçam mudar o seu destino. Perseguida pela corrupção e espionagem normalizadas pela Guerra Fria, Victoria vê a sua coragem posta à prova, assim como a sua lealdade para com aqueles que ama.
😂 COMÉDIA
Para quem leva a vida com humor — ou tenta, pelo menos.
Quem lê:
A pessoa que ri sozinha em público e depois finge que está a responder a uma mensagem.
Frase que o define:
“Exijo pelo menos uma gargalhada ou considero leitura em falha técnica.”
Sugestão de leitura:
Mundo, Pára Quieto, de Ricardo Araújo Pereira – «O Papa não só não queria repreender-nos como leu um discurso em que dizia que era possível rir de tudo, até de Deus. Olhei para a Guarda Suíça. Os guardas nem se mexeram. Nenhuma vontade de castigar aquela heresia». Ricardo Araújo Pereira com o seu humor acutilante continua a fazer-nos rir sem freios.
🧠 NÃO FICÇÃO / DESENVOLVIMENTO PESSOAL
Para quem quer melhorar… mas começa amanhã.
Quem lê:
A pessoa que sublinha tudo, tira fotos… e promete uma nova vida à segunda-feira.
Frase que o define:
“Este livro mudou a minha vida — só ainda não tive tempo de aplicar.”
Sugestão de leitura:
«Se pretendes mudar o mundo… começa por fazer a tua cama.» Um ato tão simples pode motivar-nos a começar o dia e ser motivo de orgulho para o terminar bem, mesmo quando correu mal. Este é um dos conselhos sábios do almirante William H. McRaven que, com humildade, partilha histórias da sua vida e das vidas daqueles que conheceu durante o serviço militar. Lições que nos ajudam a lidar com as nossas contrariedades e a tomar decisões difíceis, respeitando os mesmos princípios de determinação, honra e compaixão.
Afinal… qual é o melhor género?
A verdade é que não se pode considerar um género “melhor” do que outro. Existe aquele que o faz perder a noção do tempo, esquecer o telemóvel e dizer “só mais uma página” — mesmo quando já devia estar a dormir há uma hora. Porque ler é isso: viajar, sentir, aprender… e, às vezes, apaixonar-se por personagens que não existem (mas deviam).
Então, como escolher que livro ler?
Não há motivo para se limitar a só um. Assuma sem vergonha. Misture sem culpa. E, sobretudo… não deixe o livro a meio.
Feliz Dia Mundial do Livro!

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