«Não gosto que faças isso»

«A versão de situações aparentemente anódinas da vida de todos os dias, por vezes, entreabre-se para significações que são da ordem do simbólico», escreveu Vasco Graça Moura, em 2011, a propósito do livro Poesia Reunida, onde consta este poema.
NÃO GOSTO QUE FAÇAS ISSO

Não gosto
que uses
o isqueiro
que te
ficou
do passado
para
atear o
cigarro.
Não gosto que faças isso.
Agora que
estás
aqui
não
acho bem
que recorras
ao calor
da chama
antiga
para acender o sorriso.

João Luís Barreto Guimarães

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