Livros sobre dinossauros

Por Ana Bárbara Pedrosa
5 de junho de 2024
Claro que temos todos pena de não termos vivido ao mesmo tempo que os dinossauros. E claro que, se o fizéssemos, provavelmente não sobreviveríamos dois minutos. Antes assim. É incrível que tenham esta dimensão de mito – de coisa irreal – e que tenham andado pelo chão que nós pisamos. Aqui vão uns livros para nos ajudarem a fingir que os últimos milhões de anos não passaram.
Conheces mesmo a história dos dinossauros?
Se não conheces, ficas a conhecer agora. As ilustrações de Matt Hunt ajudam muito. Pequenos textos, regra geral em rima, acompanham ilustrações, e quem lê vai vendo os dinossauros tais como eram: há mãozinhas minúsculas em cima de um brutamontes, há bichos do tamanho de prédios, há perigos que não apoquentam ninguém porque já morreram todos. Bendito metereorito que os matou a todos: sem ele, não haveria este livro. Seria impossível manter livrarias no meio de tiranossauros à caça de qualquer coisa. O livro é muito divertido e ainda dá informação ao estilo de factos engraçados. E por isso é muito engraçado lê-lo.
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O mundo fantástico dos dinossauros
Agora que já sabemos tudo sobre os dinossauros, é hora de lhes metermos a mão. Eis então este livro, com ilustrações 3D. Para além dos dinossauros, ainda temos o habitat onde viviam. Antes de haver livros, a vida era assim: animais enormes, do tamanho de arranha-céus, a correr por aí fora quase a partir o chão. Vá, outros eram minúsculos. E alguns voavam, outros corriam como doidos, outros andavam pela água, e outros, por enormes que fossem, não assustavam ninguém porque só queriam comer ervas. Aqui, temos o resumo ilustrado da era mesozoica e, claro, a explicação para o seu fim. Criaturas tão potentes pareciam indestrutíveis.
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7 histórias de dinossauros
Agora que temos factos, vamos à ficção. E, de preferência, ficção antes de dormir. Mas isto é só sugestão: já que são sete histórias, que seja uma para cada dia de semana, antes de um soninho tranquilo. Dedicado a leitores até aos seis anos, o livro tem a graça do tema e a graça de agarrar leitores. Há lá coisa que possa criar o hábito de ler mais depressa do que a história de um parassaurolofo fofo? Dificilmente. Aqui, os dinossauros são simplesmente personagens. De resto, funcionam como qualquer um de nós: vão à escola, desenham na areia, conversam uns com os outros. Sempre é melhor do que andar à caça o dia todo.
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Trincas – O guia dos dinossauros
Não é preciso ter-se um doutoramento em teoria da literatura para se ler e concluir: tem graça. Para as crianças, ler a vida do Trincas transforma-se em aventura. Mais do que simplesmente ler, de forma quieta, pegar no livro implica participar nele. À medida que se vai contando a vida dos dinossauros, também se vai tentando perceber o que fazer àquele intruso: Trincas, o devorador de livros. O tipo é pior do que uma traça, e lá vai ele a trincar o livro até ao fim. Há factos e brincadeira, e deve ser a primeira vez em que os dinossauros não são os maiores monstros. É pior ver dentes afiados a tentar caçar bichos ou uma coisa pequena a dar cabo dos livros? Eu nem respondo.
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