LEIA MENOS
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17 de janeiro de 2020
Quando toda a gente diz leia mais, nós dizemos leia menos. Leia menos livros dos tops, dos autores de sempre, dos géneros de sempre, das histórias de sempre. Desafie-se. Leia menos, mas escolha melhor as suas leituras. Arrisque. Experimente autores jovens, não galardoados, escritores não ocidentais, poetas. Leia uma peça de teatro, contos, livros que não sejam também filmes ou séries de TV.
E leia mais… mulheres. Porque o problema do Dia da Mulher é justamente esse – o facto de ser apenas um dia. Por isso, para que os ideais por trás do 8 de março se prolonguem ao longo do ano, propomos-lhe uma série de livros escritos por e sobre mulheres.
Saia da sua zona de conforto. Apostamos que vai ter boas surpresas e descobrir novas paixões literárias.
E leia mais… mulheres. Porque o problema do Dia da Mulher é justamente esse – o facto de ser apenas um dia. Por isso, para que os ideais por trás do 8 de março se prolonguem ao longo do ano, propomos-lhe uma série de livros escritos por e sobre mulheres.
Saia da sua zona de conforto. Apostamos que vai ter boas surpresas e descobrir novas paixões literárias.
Leia menos, mas melhor
ARRISQUE
A EDUCAÇÃO DE ELEANOR
Nunca ninguém disse a Eleanor que a vida poderia ser mais do que “boazinha”. E esta heroína completamente fora do comum que diz sempre exatamente o que lhe vem à cabeça, tem a vida cuidadosamente planeada, entre pizzas congeladas e programas de televisão, de forma a evitar ao máximo qualquer contacto humano. Até que inesperadamente ajuda a salvar a vida de outra pessoa e as coisas começam a mudar. E agora? Será que afinal Eleanor pode querer mais? Será que lhe é permitido ser mais?
A BALADA DE IZA
Quando o marido de Etelka morre, a sua filha Iza insiste para que a mãe venha viver com ela em Budapeste. Etelka cede, mas, deslocada da sua comunidade e da sua casa, tem dificuldade em encontrar um lugar nesta nova vida. Parece nunca acertar: irrita a empregada, pendura comida na janela porque não confia no frigorífico e, na sua inocência, convida uma prostituta para tomar chá.
Esta é simultaneamente a história de uma mulher que perde o companheiro de toda a vida e de uma mãe que tenta reencontrar-se com uma filha que na verdade nunca conheceu. É sobre o fosso entre gerações, o choque entre o antigo e o moderno e sobre as crenças que construímos ao longo da vida e que consideramos verdades universais.
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Esta é simultaneamente a história de uma mulher que perde o companheiro de toda a vida e de uma mãe que tenta reencontrar-se com uma filha que na verdade nunca conheceu. É sobre o fosso entre gerações, o choque entre o antigo e o moderno e sobre as crenças que construímos ao longo da vida e que consideramos verdades universais.
CONSENTIMENTO
Aos 13 anos, V. preenche o vazio deixado por um pai ausente com leituras. Uma noite, conhece numa festa G., um grande escritor de enorme carisma e, completamente seduzida, deixa-se enredar por ele, entregando-se de corpo e alma a essa paixão, apesar da diferença de idades, apesar da sua idade.
Mas com o tempo V. começa a ver G. como ele realmente é: um predador que coleciona amantes adolescentes e que faz turismo sexual em países onde raparigas muito jovens são presas fáceis, para depois relatar esses “amores” nos seus romances, com a conivência de parte da sociedade literária francesa.
Este livro, que relata uma história real, foi a forma encontrada pela autora para exorcizar as marcas que esta relação lhe deixou, ao fazer de G. uma personagem, prendendo-o para sempre neste romance.
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Mas com o tempo V. começa a ver G. como ele realmente é: um predador que coleciona amantes adolescentes e que faz turismo sexual em países onde raparigas muito jovens são presas fáceis, para depois relatar esses “amores” nos seus romances, com a conivência de parte da sociedade literária francesa.
Este livro, que relata uma história real, foi a forma encontrada pela autora para exorcizar as marcas que esta relação lhe deixou, ao fazer de G. uma personagem, prendendo-o para sempre neste romance.
AS RAPARIGAS
Se não consegue perceber como é que jovens aparentemente comuns se deixaram seduzir por um psicopata como Charles Manson, vai gostar deste livro.
Ambientado na Califórnia, no final dos anos sessenta, sem nunca relacionar diretamente as personagens com as figuras reais, este romance mostra-nos como é fácil, em qualquer época, que raparigas jovens, sentindo-se perdidas e desesperadas para serem aceites, acabem enredadas numa teia mórbida da qual depois é impossível sair.
Romance de estreia intenso acerca da fragilidade adolescente, este é um livro duro e profundo sobre as decisões que nos marcam.
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Ambientado na Califórnia, no final dos anos sessenta, sem nunca relacionar diretamente as personagens com as figuras reais, este romance mostra-nos como é fácil, em qualquer época, que raparigas jovens, sentindo-se perdidas e desesperadas para serem aceites, acabem enredadas numa teia mórbida da qual depois é impossível sair.
Romance de estreia intenso acerca da fragilidade adolescente, este é um livro duro e profundo sobre as decisões que nos marcam.
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APNEIA
Adriana ganha finalmente coragem para sair de casa, levando consigo o filho de cinco anos, e pede o divórcio. Mas Alessandro, o marido, é incapaz de aceitar a situação e faz de tudo para destruí-la, mesmo que isso implique destruir também o próprio filho. O processo de divórcio arrasta-se, longo e doloroso, com consequências penosas, sobretudo para a criança. Abordando temas como a alienação parental, a violência psicológica e a forma como a sociedade vê as mulheres, Apneia é um romance que reflete o que se passa muitas vezes na casa do lado ou na de alguém próximo. Prepare-se: é um livro tão real que dói.
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UMA EDUCAÇÃO
Tara Westover tinha 17 anos quando pôs pela primeira vez os pés numa sala de aula. Cresceu a preparar-se para o Fim dos Tempos, sem certidão de nascimento, porque o pai não acreditava em hospitais ou escolas e desconfiava do governo. Vivia com os seis irmãos numa comunidade remota do Idaho, mas não havia qualquer documento oficial da sua existência, nem ninguém que a protegesse do pai, cada vez mais radical, ou do irmão mais velho, que abusava dela física e psicologicamente.
Até que decide partir, para poder estudar, acabando por chegar a Harvard e Cambridge, onde fez o doutoramento. Só então parou para pensar no que tinha deixado e se teria ido demasiado longe para poder voltar para casa.
Uma Educação é um relato sobre a capacidade de nos reinventarmos. É uma história real, dos nossos dias, sobre lealdade familiar e sobre a dor que acompanha o rompimento dos laços mais íntimos.
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Até que decide partir, para poder estudar, acabando por chegar a Harvard e Cambridge, onde fez o doutoramento. Só então parou para pensar no que tinha deixado e se teria ido demasiado longe para poder voltar para casa.
Uma Educação é um relato sobre a capacidade de nos reinventarmos. É uma história real, dos nossos dias, sobre lealdade familiar e sobre a dor que acompanha o rompimento dos laços mais íntimos.