«Herdeiros de Saramago»: nova série retrata o quotidiano dos 11 vencedores do prémio literário
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17 de janeiro de 2020
Herdeiros de Saramago é a nova série documental da RTP que retrata a vida dos 11 escritores que venceram o Prémio José Saramago.
Filmado em Portugal, no Brasil e em Angola, o documentário biográfico, da autoria do jornalista Carlos Vaz Marques, revisita e acompanha de forma íntima o quotidiano de Paulo José Miranda, José Luís Peixoto, Adriana Lisboa, Gonçalo M. Tavares, Valter Hugo Mãe, João Tordo, Andréa Del Fuego, Ondjaki, Bruno Vieira Amaral, Julián Fuks e Afonso Reis Cabral pretendendo colmatar a escassez de documentos audiovisuais atuais.
«Sinto que há em Portugal um défice de documentos filmados retratando os nossos autores durante os seus anos mais activos. Invariavelmente só os conhecemos, quando chegam à consagração, já em idade avançada. Foi o desejo de contribuir de algum modo para a construção desse património documental que me fez imaginar esta série», começa por explicar Carlos Vaz Marques em entrevista ao Wookacontece.
Neste trabalho demorado e ambicioso, a realização ficou a cargo do «olhar prodigioso» de Graça Castanheira, «alguém que sabe onde colocar as câmaras», numa produção Midas Filmes.
«Em todos os episódios há momentos especiais, mesmo para os leitores mais dedicados de cada um dos autores retratados. Chamo a atenção apenas para três ou quatro aspectos: a história do que Paulo José Miranda fez ao dinheiro que ganhou com o prémio Saramago; o regresso de José Luís Peixoto à serração onde o pai trabalhava e a que nunca mais tinha voltado; o poder das ‘estigas’, um jogo infantil com que Ondjaki demonstra o poder da palavra em Luanda; o regresso de Gonçalo M. Tavares a um campo de futebol que já não existe e o regresso de João Tordo à casa de infância onde nunca mais tinha voltado; o caril que Valter Hugo Mãe cozinha para a mãe; a biblioteca de um bairro social onde Bruno Vieira Amaral descobriu a literatura; o lenhador Afonso Reis Cabral; a São Paulo de Andréa del Fuego e Julián Fuks, e o Rio de Janeiro de Adriana Lisboa.» Em suma: tudo.
Visivelmente otimista com a crítica e a recetividade do público, o autor considera ainda que «a série tem condições para fazer uma carreira internacional, pela projecção que estes autores já têm e pela chancela que o nome de Saramago representa. O facto de a RTP 1 ter apostado num projecto como este, exibindo-o em horário nobre, é um sinal forte da importância do serviço público de televisão na defesa da cultura e da língua portuguesa».
Herdeiros de Saramago estreou esta segunda-feira, dia 16 de novembro, na RTP 1, e todos os episódios estão já disponíveis na RTP Play.
O Prémio José Saramago, criado em 1999 pela Fundação Círculo de Leitores, distingue, de dois em dois anos, uma obra literária no domínio da ficção, romance ou novela, escrita em língua portuguesa, por um autor até 40 anos.
Filmado em Portugal, no Brasil e em Angola, o documentário biográfico, da autoria do jornalista Carlos Vaz Marques, revisita e acompanha de forma íntima o quotidiano de Paulo José Miranda, José Luís Peixoto, Adriana Lisboa, Gonçalo M. Tavares, Valter Hugo Mãe, João Tordo, Andréa Del Fuego, Ondjaki, Bruno Vieira Amaral, Julián Fuks e Afonso Reis Cabral pretendendo colmatar a escassez de documentos audiovisuais atuais.
«Sinto que há em Portugal um défice de documentos filmados retratando os nossos autores durante os seus anos mais activos. Invariavelmente só os conhecemos, quando chegam à consagração, já em idade avançada. Foi o desejo de contribuir de algum modo para a construção desse património documental que me fez imaginar esta série», começa por explicar Carlos Vaz Marques em entrevista ao Wookacontece.
Neste trabalho demorado e ambicioso, a realização ficou a cargo do «olhar prodigioso» de Graça Castanheira, «alguém que sabe onde colocar as câmaras», numa produção Midas Filmes.
«Em todos os episódios há momentos especiais, mesmo para os leitores mais dedicados de cada um dos autores retratados. Chamo a atenção apenas para três ou quatro aspectos: a história do que Paulo José Miranda fez ao dinheiro que ganhou com o prémio Saramago; o regresso de José Luís Peixoto à serração onde o pai trabalhava e a que nunca mais tinha voltado; o poder das ‘estigas’, um jogo infantil com que Ondjaki demonstra o poder da palavra em Luanda; o regresso de Gonçalo M. Tavares a um campo de futebol que já não existe e o regresso de João Tordo à casa de infância onde nunca mais tinha voltado; o caril que Valter Hugo Mãe cozinha para a mãe; a biblioteca de um bairro social onde Bruno Vieira Amaral descobriu a literatura; o lenhador Afonso Reis Cabral; a São Paulo de Andréa del Fuego e Julián Fuks, e o Rio de Janeiro de Adriana Lisboa.» Em suma: tudo.
Visivelmente otimista com a crítica e a recetividade do público, o autor considera ainda que «a série tem condições para fazer uma carreira internacional, pela projecção que estes autores já têm e pela chancela que o nome de Saramago representa. O facto de a RTP 1 ter apostado num projecto como este, exibindo-o em horário nobre, é um sinal forte da importância do serviço público de televisão na defesa da cultura e da língua portuguesa».
Herdeiros de Saramago estreou esta segunda-feira, dia 16 de novembro, na RTP 1, e todos os episódios estão já disponíveis na RTP Play.
O Prémio José Saramago, criado em 1999 pela Fundação Círculo de Leitores, distingue, de dois em dois anos, uma obra literária no domínio da ficção, romance ou novela, escrita em língua portuguesa, por um autor até 40 anos.
Teaser promocional da série Herdeiros de Saramago
DATAS DA EMISSÃO
16 de novembro
Paulo José Miranda (1999) e José Luís Peixoto (2001)
23 de novembro
Adriana Lisboa (2003) e Gonçalo M. Tavares (2005)
30 de novembro
Valter Hugo Mãe (2007) e João Tordo (2009)
7 de dezembro
Andréa Del Fuego (2011) e Ondjaki (2013)
14 de dezembro
Bruno Vieira Amaral (2015) e Julián Fuks (2017)
21 de dezembro
Afonso Reis Cabral (2019)
Paulo José Miranda (1999) e José Luís Peixoto (2001)
23 de novembro
Adriana Lisboa (2003) e Gonçalo M. Tavares (2005)
30 de novembro
Valter Hugo Mãe (2007) e João Tordo (2009)
7 de dezembro
Andréa Del Fuego (2011) e Ondjaki (2013)
14 de dezembro
Bruno Vieira Amaral (2015) e Julián Fuks (2017)
21 de dezembro
Afonso Reis Cabral (2019)