Entrevista a Robert Bryndza
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30 de junho de 2017
Escrever: dá energia ou tira energia?
Ambos, mas a maior parte das vezes dá-me energia. Mesmo que o prazo de entrega esteja a aproximar-se e me sinta exausto, continuo a acordar todos os dias entusiasmado com a ideia de escrever.
Quanto da sua escrita se baseia nas suas próprias experiências?
Uma grande parte da minha escrita baseia-se nas minhas experiências. A saga da Erika Foster passa-se em Londres, onde vivi durante 13 anos e, nos livros da série, usei muitos dos locais e das experiências que tive quando lá vivi.
Ambos, mas a maior parte das vezes dá-me energia. Mesmo que o prazo de entrega esteja a aproximar-se e me sinta exausto, continuo a acordar todos os dias entusiasmado com a ideia de escrever.
Quanto da sua escrita se baseia nas suas próprias experiências?
Uma grande parte da minha escrita baseia-se nas minhas experiências. A saga da Erika Foster passa-se em Londres, onde vivi durante 13 anos e, nos livros da série, usei muitos dos locais e das experiências que tive quando lá vivi.
O autor, Robert Bryndza
Alguns escritores têm uma musa. O Robert Brydza tem a Erika Foster (personagem principal da saga do autor). Essa personagem baseia-se numa pessoa real?
Sim, a Erika Foster baseia-se em várias pessoas que conheço, sobretudo mulheres eslovacas que são muito inteligentes e amigas muito leais.
Sabemos que estudou na Escola de Teatro e trabalhou como ator durante alguns anos. Quando é que percebeu que queria ser um escritor a tempo inteiro?
Descobri que queria ser ator quando tinha oito anos, mas no sítio onde cresci, uma pequena vila junto ao mar, não existiam escritores e eu não conhecia ninguém na indústria do livro, por isso, na altura, querer ser escritor era tão louco como desejar ser astronauta. Depois entrei na Escola de Teatro e descobri que atuar também me permitia dar asas à minha criatividade. Hoje acredito que trabalhar como ator me ajudou a ser um melhor escritor.
Quais são as desvantagens de ser escritor?
Trabalhar sozinho o tempo todo pode tornar-se bastante solitário, e temos de certificar-nos que de vez em quando saímos e conhecemos ‘pessoas reais’.
Quanto tempo demora a terminar um livro?
Desde o primeiro encontro com o meu editor até à publicação, são cerca de oito meses. No meu contrato, acordámos a publicação de sete livros da saga Erika Foster e para já completei cinco. Escrever uma série é mais fácil porque já conhecemos as personagens. Se começar a escrever um romance de raiz, com personagens novas, poso demorar cerca de um ano.
Além de policiais, também publicou comédias românticas. Em que género se sente mais em casa e porquê?
Gosto de ambos, mas acho que escrever policiais é mais fácil do que escrever comédias românticas. Fazer as pessoas rir é muito mais difícil!
Esconde segredos nos livros que apenas algumas pessoas irão descobrir?
Sim. Como disse, escrevo comédias românticas assim como policiais, e algumas das personagens secundárias aparecem em ambos os livros; também os locais ficcionais que eu criei aparecem tanto nas comédias românticas como nos policiais. Um pormenor em que apenas os super fãs reparam.
O seu marido, Ján, é tradutor. É verdade que ele é o responsável por todas as traduções que foram publicadas na Eslováquia?
Sim, é verdade. O Ján é um tradutor brilhante, e sinto-me um sortudo por ter estado mais envolvido no processo de tradução do que é normal para um autor. Trabalhar com ele abriu-me os olhos e agora percebo mais o trabalho que está por trás da tradução fiel de um livro.
O Robert nasceu no Reino Unido e viveu na América e no Canadá antes de mudar-se para a Eslováquia. Considera incluir mais detalhes sobre a Eslováquia nos próximos livros?
Sim, gostaria que um dos meus livros da Erika Foster tivesse lugar na Eslováquia. É um país tão bonito e ainda não foi muito abordado nos livros de ficção.
Lê as críticas dos seus livros? Como lida com as más e com as boas?
Sim, leio. Penso que é muito importante receber feedback sobre o meu trabalho. Depois de publicar 12 livros percebi que é impossível agradar a gregos e a troianos, vai sempre haver alguém que não gosta dos meus livros, assim como existirá sempre alguém que gosta.
Como é que a sua vida mudou desde o sucesso de A Rapariga no Gelo?
Foi um grande choque descobrir que A Rapariga no Gelo se transformou num bestseller à volta do mundo. Foi maravilhoso, mas simultaneamente assustador. Sinto uma grande responsabilidade para com os meus fãs e trabalho sempre no sentido de escrever bons livros - espero que possa sempre fazer isso.
Ouvimos rumores de que A Rapariga no Gelo vai ser adaptada ao grande ecrã. Confirma?
Estamos em negociações com várias produtoras, mas ainda não está fechado. Quero certificar-me de que qualquer filme ou série televisiva se mantem fiel em relação aos livros e à personagem da Erika Foster.
Se tivesse um superpoder, qual seria?
Adorava viajar como as personagens do Star Trek, ser transportado de um lado para o outro em segundos. Adoro viajar, mas tenho muito medo de voar, o que, infelizmente, parece ir piorando com o passar dos anos.
Em que está a trabalhar neste momento?
Estou a trabalhar na edição do livro 5 da série Erika Foster.
Sim, a Erika Foster baseia-se em várias pessoas que conheço, sobretudo mulheres eslovacas que são muito inteligentes e amigas muito leais.
Sabemos que estudou na Escola de Teatro e trabalhou como ator durante alguns anos. Quando é que percebeu que queria ser um escritor a tempo inteiro?
Descobri que queria ser ator quando tinha oito anos, mas no sítio onde cresci, uma pequena vila junto ao mar, não existiam escritores e eu não conhecia ninguém na indústria do livro, por isso, na altura, querer ser escritor era tão louco como desejar ser astronauta. Depois entrei na Escola de Teatro e descobri que atuar também me permitia dar asas à minha criatividade. Hoje acredito que trabalhar como ator me ajudou a ser um melhor escritor.
Quais são as desvantagens de ser escritor?
Trabalhar sozinho o tempo todo pode tornar-se bastante solitário, e temos de certificar-nos que de vez em quando saímos e conhecemos ‘pessoas reais’.
Quanto tempo demora a terminar um livro?
Desde o primeiro encontro com o meu editor até à publicação, são cerca de oito meses. No meu contrato, acordámos a publicação de sete livros da saga Erika Foster e para já completei cinco. Escrever uma série é mais fácil porque já conhecemos as personagens. Se começar a escrever um romance de raiz, com personagens novas, poso demorar cerca de um ano.
Além de policiais, também publicou comédias românticas. Em que género se sente mais em casa e porquê?
Gosto de ambos, mas acho que escrever policiais é mais fácil do que escrever comédias românticas. Fazer as pessoas rir é muito mais difícil!
Esconde segredos nos livros que apenas algumas pessoas irão descobrir?
Sim. Como disse, escrevo comédias românticas assim como policiais, e algumas das personagens secundárias aparecem em ambos os livros; também os locais ficcionais que eu criei aparecem tanto nas comédias românticas como nos policiais. Um pormenor em que apenas os super fãs reparam.
O seu marido, Ján, é tradutor. É verdade que ele é o responsável por todas as traduções que foram publicadas na Eslováquia?
Sim, é verdade. O Ján é um tradutor brilhante, e sinto-me um sortudo por ter estado mais envolvido no processo de tradução do que é normal para um autor. Trabalhar com ele abriu-me os olhos e agora percebo mais o trabalho que está por trás da tradução fiel de um livro.
O Robert nasceu no Reino Unido e viveu na América e no Canadá antes de mudar-se para a Eslováquia. Considera incluir mais detalhes sobre a Eslováquia nos próximos livros?
Sim, gostaria que um dos meus livros da Erika Foster tivesse lugar na Eslováquia. É um país tão bonito e ainda não foi muito abordado nos livros de ficção.
Lê as críticas dos seus livros? Como lida com as más e com as boas?
Sim, leio. Penso que é muito importante receber feedback sobre o meu trabalho. Depois de publicar 12 livros percebi que é impossível agradar a gregos e a troianos, vai sempre haver alguém que não gosta dos meus livros, assim como existirá sempre alguém que gosta.
Como é que a sua vida mudou desde o sucesso de A Rapariga no Gelo?
Foi um grande choque descobrir que A Rapariga no Gelo se transformou num bestseller à volta do mundo. Foi maravilhoso, mas simultaneamente assustador. Sinto uma grande responsabilidade para com os meus fãs e trabalho sempre no sentido de escrever bons livros - espero que possa sempre fazer isso.
Ouvimos rumores de que A Rapariga no Gelo vai ser adaptada ao grande ecrã. Confirma?
Estamos em negociações com várias produtoras, mas ainda não está fechado. Quero certificar-me de que qualquer filme ou série televisiva se mantem fiel em relação aos livros e à personagem da Erika Foster.
Se tivesse um superpoder, qual seria?
Adorava viajar como as personagens do Star Trek, ser transportado de um lado para o outro em segundos. Adoro viajar, mas tenho muito medo de voar, o que, infelizmente, parece ir piorando com o passar dos anos.
Em que está a trabalhar neste momento?
Estou a trabalhar na edição do livro 5 da série Erika Foster.
Booktrailer de A Rapariga no Gelo, de Robert Bryndza