Entrevista a Ken Follett

O autor de «Os Pilares da Terra» e, mais recentemente, «Uma Coluna de Fogo», já vendeu mais de 150 milhões de livros e confessa não estar cansado: "escrever é a coisa mais excitante da minha vida." Estivemos à conversa com o escritor britânico Ken Follett. Descubra tudo o que o autor nos contou.
Wook está na sua mesa de cabeceira?
Uncle Fred in the Springtime, de PG Wodehouse; Dombey & Son, de Charles Dickens; e um bestseller francês, Les Gens Heureux Lisent et Boivent du Café (As Pessoas Felizes Lêem e Bebem Café, em português), de Agnès Martin-Lugand.

Os seus livros são um sucesso, estima-se que foram vendidos mais de 150 milhões de exemplares; algumas pessoas até dizem que “Ken Follet é um negócio de milhões”. Quais são as desvantagens de ser um escritor bestseller?
A minha mulher, Barbara, é quem gere o negócio para que, dessa forma, eu possa estar totalmente concentrado na escrita. Não há desvantagens.
Entrevista a Ken Follett
Ken Follett | Fotografia: Olivier Fayre
O seu ciclo de publicação é um livro a cada dois anos. Fale-nos um pouco mais da sua rotina de escrita.
Na verdade, o meu ciclo de publicação é um livro a cada três anos, que se dividem em: um ano de pesquisa e planeamento; um ano de rascunho; e um ano de edição.

De que trata o livro O Vale dos Cinco Leões, reeditado recentemente?
Uma jovem mulher inglesa, o seu marido francês e o seu amante americano são apanhados na guerra do Afeganistão, na altura sob o domínio russo.

De que forma é que escrever o seu primeiro livro alterou o seu processo de escrita?
O meu primeiro livro foi um fracasso. Passei anos a tentar escrever um melhor. Eventualmente, o meu 11.º livro, Eye of the Needle (O Estilete Assassino, na edição portuguesa), foi um sucesso.

Considera que entreter e divertir os leitores é mais importante para si enquanto escritor do que ganhar prémios?
Adoro ganhar prémios, mas o mais importante para mim é escrever histórias que os leitores adorem.

Escrever: cansa ou dá energia?
É a coisa mais excitante da minha vida, nunca me canso.

Como é que faz a pesquisa para os seus livros?
A maior parte da informação de que necessito está nos livros ou disponível online. Também gosto de visitar os sítios onde a história do livro tem lugar, porque me dá mais confiança. E gosto muito de entrevistar pessoas que percebem mais do tema do que eu. Mais importante, pago a especialistas para corrigirem o meu trabalho e sugerirem correções.

Os seus livros são tão pesados que poderiam realmente servir como “pilares da terra”. O que é que os livros lhe dão para que não pare de escrever?
O desafio de conseguir escrever um livro que levará os leitores para o meu mundo imaginário.

A sua obra inspirou muitas séries televisivas e filmes. De todos, qual é o seu favorito?
A minissérie Pilares da Terra está atraente, colorida e muito fiel ao livro.

Livro subvalorizado preferido.
O James Bond é popular dos filmes, mas atualmente são raras as pessoas que chegam a ler os livros. Deviam! Recomendo Live and Let Die.

Esconde segredos nos seus livros que apenas alguns leitores encontram?
Ocasionalmente. Por exemplo uma personagem do livro O Estilete Assassino também aparece no Noite sobre as Águas.

No início da sua carreira, o seu agente disse-lhe que o seu único problema como escritor era o facto de não ter uma alma torturada. Considera que isso é verdade? E o que respondeu na altura?
Fico muito contente por não ser uma alma torturada.

Se pudesse jantar com qualquer autor (vivo ou morto), qual escolheria?
William Shakespeare, porque ele foi provavelmente o melhor de sempre.

Se tivesse um superpoder, qual seria?
Invisibilidade. Iria descobrir os segredos de toda a gente.

Planos para o futuro?
Terminei Uma Coluna de Fogo no Natal e desde aí tenho trabalhado numa nova história, mas ainda é muito cedo para falar sobre isso.
Uma mensagem especial do autor para os nossos leitores


Este artigo foi atualizado às 10h00 do dia 6 de julho de 2017.

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