«De Esquerda, Agora e Sempre»

«Por ter concentrado a sua energia quase exclusivamente nas políticas identitárias, a Esquerda enfrenta agora consequências desastrosas: o narcisismo económico, a guetização das minorias entre si, um eleitorado indiferente à ideia de futuro partilhado e de bem comum.»

O autor analisa o que correu mal e levou à eleição de Trump e o que a Esquerda deve fazer para o corrigir.
«De Esquerda Agora e Sempre» é o novo livro de Mark Lilla
É de Esquerda, mas garante ter mais inimigos à esquerda do que à direita. E porquê?
Mark Lilla, professor universitário e pensador político irreverente, expõe, neste livro, os falhanços da esquerda norte-americana, desmascarando os seus dogmas e propondo novos rumos.

«Chegou o momento de começar de novo: a Esquerda está motivada, e o Partido Republicano vive uma crise ideológica, desencadeada pelo demagogo imprevisível que o lidera.»

Espreite aqui um excerto exclusivo do livro:
«Para que haja política liberal, precisamos de ter uma noção do que nós somos – o que somos enquanto cidadãos e o que devemos uns aos outros. Defendo, neste livro, a seguinte ideia: se os liberais esperam alguma vez reconquistar o imaginário da América e tornar-se uma força dominante no país, não bastará vencer os republicanos na disputa pela gratificação da vaidade do mítico homem comum. Os liberais têm de apresentar uma visão do nosso destino partilhado assente em qualquer coisa que todos os cidadãos, independentemente da sua proveniência, realmente partilhem. Essa coisa é a cidadania. Temos de reaprender a falar com os cidadãos enquanto cidadãos e a contextualizar os nossos apelos – incluindo aqueles que beneficiam grupos particulares – de acordo com os princípios que todos possam defender. O nosso liberalismo tem de tornar-se um liberalismo cívico.»

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«É estranho: os académicos liberais idealizam a geração dos anos 60, como os seus estudantes estão fartos de saber. Mas nunca ouvi nenhum dos meus colegas formular uma questão óbvia: qual era a ligação entre o ativismo dessa geração e aquilo que os homens e mulheres que a compuseram aprenderam sobre o nosso país, na escola e na universidade? Afinal, se os professores querem ver os seus alunos seguir as pisadas da melhor das gerações, seria de esperar que reproduzissem a pedagogia dessa época. Mas não o fazem. Pelo contrário. A ironia é que as escolas e universidades da década de 1950 e do início da década de 1960, supostamente insípidas e convencionais, incubaram aquela que foi talvez a geração mais radical de cidadãos norte-americanos desde a fundação do país.»

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