Carlos Vaz Marques de A a W

Um convidado, 23 letras.

Num exercício simultaneamente lúdico e didático, este jogo de palavras (ou letras, se quisermos) parece, à partida, mais inocente do que é.
Não ter qualquer amarra criativa e ser-se criativo é trabalhoso e não é para todos.

Lançámos o desafio a Carlos Vaz Marques, que respondeu com entusiasmo: deu o corpo às balas - perdão, às letras - e não cumpriu, superou.
Tinha o ficheiro no computador «e ia acrescentando, cortando, substituindo, a um ritmo que podia prolongar-se indefinidamente», começa por dizer no e-mail de resposta.
«Quis fazer uma enumeração caótica, borgesiana, em que não houvesse um padrão definido.»

Carlos Vaz Marques, 55 anos, jornalista, apresentador, tradutor, editor, e um dos maiores bibliófilos deste país, é o rosto de estreia desta rubrica.
 
De A a W
Revista Wookacontece
A – Ainda não é o fim nem o princípio do mundo, calma é apenas um pouco tarde

B – Beckett, Beethoven, Benfica; nem sempre por esta ordem

C – Comer bem

D – Dirijo-me apenas às coisas que me excitam /
Positivamente e me levam a fazer outras coisas, dirijo-me /
Às pessoas de que gosto, nunca às de que não gosto


E – Ella e Billie e Nina

F – Fernando António Nogueira Caeiro de Campos Reis Soares Pessoa

G – Gatos

H – Hoje é o dia

I – Inquietação, inquietação

J – Je est un autre

K – Kafka e o riso de Kafka

L – Lisboa

M – Mahler, Miles, Metheny; música, incluindo a que não começa por M

N – Não te mexas, morre e ressuscita

O – Olhai os lírios do campo

P – Prosa sempre, poesia sempre que possível

Q – Querer não é poder

R – Rejeitar a nostalgia

S – Só sei que nada sei

T – Ter tempo é o supremo luxo

U – Um só, como explicou o Sr. Whitman, pode ser uma multidão

V – Vem e vê

W – Wikipedia e Google e o privilégio do acesso imediato a toda a memória do mundo

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