Booker Prize 2019

Margaret Atwood e Bernardine Evaristo vencem em conjunto o Booker Prize 2019, o mais prestigiado prémio literário de língua inglesa.


Margaret Atwood foi galardoada pela sequela de A História de uma Serva, intitulada The Testaments. Em 2000, a autora venceu este mesmo prémio com o livro O Assassino Cego.

Bernardine Evaristo por sua vez foi escolhida pelo livro Girl, Woman, Other e ficará na história por ter sido a primeira mulher negra a ganhar o prémio. Ambos os livros estão disponíveis em inglês e ainda não se sabe se terão tradução em Portugal.
Man booker 2019
Margaret Atwood
The Testaments é narrado por três personagens femininas e passa-se 15 anos após a cena final de Offred, a protagonista do primeiro livro (A História de uma Serva), o momento em que a personagem está prestes a ser levada para um futuro incerto onde poderá encontrar a liberdade, a tortura, ou até mesmo a morte.

Os juízes do Booker Prize justificam a sua escolha:

«It is a savage and beautiful novel that speaks to us today with conviction and power. The bar is set unusually high for Atwood. She soars.»

A autora remata: «In many ways, The Testaments is an answer to all the questions readers have been asking me about The Handmaid’s Tale over the years. But it also belongs to our moment of history, when things in a number of countries seem to be heading more toward Gilead than away from it. » Margaret Atwood
Bernardine Evaristo
Girl, Woman, Other segue as vidas e lutas de 12 personagens muito diferentes, na sua maioria mulheres, negras e britânicas. Estas personagens contam as histórias das suas famílias, amigos e amantes, em todo o país e ao longo dos anos. Um livro polifônico, vibrante e contemporâneo e considerados por muitos totalmente irresistível.

Para os juízes do Booker Prize:

«A must-read about modern Britain and womanhood. This is an impressive, fierce novel about the lives of black British families, their struggles, pains, laughter, longings and loves. With a dazzling rhythm, Evaristo takes us on a journey of intergenerational stories, moving through different spaces and heritages: African, Caribbean, European. Her 12 main characters manifest the highs and lows of our social life. They are artists, bankers, teachers, cleaners, housewives, and are at various stages of womanhood, from adolescence to old age. Her style is passionate, razor-sharp, brimming with energy and humour. There is never a single moment of dullness in this book and the pace does not allow you to turn away from its momentum. The language wraps the reader by force, with the quality of oral traditions and poetry. This is a novel that deserves to be read aloud and to be performed and celebrated in all kinds of media.»

Nas palavras da autora

«What, then, does it mean to not see yourself reflected in your nation’s stories? This has been the ongoing debate of my professional career as a writer stretching back nearly forty years, and we black British women know, that if we don’t write ourselves into literature, no one else will.» Bernardine Evaristo
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