Mini-entrevista a Nuno Duarte
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Nuno Duarte Nuno Duarte (Sintra, 1973) estudou design gráfico no Ar.Co e começou uma carreira na publicidade, onde foi diretor criativo de algumas das principais agências do mercado e amealhou várias distinções nacionais e internacionais.
Pés de Barro é o seu primeiro romance.
Estamos em 1962 e vem aí a construção da primeira ponte suspensa sobre o Tejo. A obra irá mudar para sempre a paisagem da capital. Através dos olhos de Victor Tirapicos, um serralheiro de vinte e dois anos, veremos a ponte erguer-se enquanto, ali mesmo ao lado, partem os navios cheios de rapazes para a guerra do Ultramar. Um retrato poderoso e simbólico do fim de um regime, uma história de dificuldades e esperança.
Citação:
«A melhor parte [de ser escritor] será, talvez, o isolamento – e também o silêncio – de que um ser com características de eremita, como eu, tanto necessita.»
Pés de Barro é o seu primeiro romance.
Estamos em 1962 e vem aí a construção da primeira ponte suspensa sobre o Tejo. A obra irá mudar para sempre a paisagem da capital. Através dos olhos de Victor Tirapicos, um serralheiro de vinte e dois anos, veremos a ponte erguer-se enquanto, ali mesmo ao lado, partem os navios cheios de rapazes para a guerra do Ultramar. Um retrato poderoso e simbólico do fim de um regime, uma história de dificuldades e esperança.
Citação:
«A melhor parte [de ser escritor] será, talvez, o isolamento – e também o silêncio – de que um ser com características de eremita, como eu, tanto necessita.»
Nuno Duarte
Como surgiu a ideia para este livro?
Das histórias que me foram sendo contadas, ao longo de bastante tempo, pela minha mulher. Histórias que, apesar de reais, eram tão literárias que pareciam ficção e, como tal, merecedoras dela.
Tem uma rotina de escrita?
Café, Chet Baker, Dicionário da Língua Portuguesa de um lado, Dicionário de Sinónimos do outro, quinhentas palavras diárias como objectivo, nem sempre cumprido.
Como lida com um bloqueio criativo?
Quando tropeçar num, logo vejo, embora não acredite muito neles.
Das histórias que me foram sendo contadas, ao longo de bastante tempo, pela minha mulher. Histórias que, apesar de reais, eram tão literárias que pareciam ficção e, como tal, merecedoras dela.
Tem uma rotina de escrita?
Café, Chet Baker, Dicionário da Língua Portuguesa de um lado, Dicionário de Sinónimos do outro, quinhentas palavras diárias como objectivo, nem sempre cumprido.
Como lida com um bloqueio criativo?
Quando tropeçar num, logo vejo, embora não acredite muito neles.
Qual é a pior e a melhor parte de ser escritor?
O pior é mesmo viver num lugar que não me permite sê-lo profissionalmente; a melhor parte será, talvez, o isolamento – e também o silêncio – de que um ser com características de eremita, como eu, tanto necessita.
Há algum tema sobre o qual não goste de ler ou escrever?
A actualidade. Porque me assusta e porque tem tecnologia moderna, que torna tudo menos interessante do ponto de vista literário.
Se pudesse partilhar um jantar com qualquer autor (vivo ou morto), quem escolheria?
Hemingway. Jantar e beber uns copos na sua casa em Cuba.
Qual o livro que já devia ter lido e ainda não leu?
Acho que já me libertei disso. Li livros suficientes (grande parte deles, importantes) para conseguir assumir todos os que ainda não li sem especial vergonha. Ainda assim, A Bíblia, que apenas comecei. Mesmo sendo ateu, é uma falha relevante.
Qual o livro que mais o marcou até hoje?
As Vinhas da Ira, de John Steinbeck. Quando o terminei, não era a mesma pessoa.
Qual foi o último livro que ofereceu?
A Vida Airada de Dom Perdigote, do maravilhoso Paulo Moreiras, que veio a ganhar o Prémio PEN muito merecidamente.
O pior é mesmo viver num lugar que não me permite sê-lo profissionalmente; a melhor parte será, talvez, o isolamento – e também o silêncio – de que um ser com características de eremita, como eu, tanto necessita.
Há algum tema sobre o qual não goste de ler ou escrever?
A actualidade. Porque me assusta e porque tem tecnologia moderna, que torna tudo menos interessante do ponto de vista literário.
Se pudesse partilhar um jantar com qualquer autor (vivo ou morto), quem escolheria?
Hemingway. Jantar e beber uns copos na sua casa em Cuba.
Qual o livro que já devia ter lido e ainda não leu?
Acho que já me libertei disso. Li livros suficientes (grande parte deles, importantes) para conseguir assumir todos os que ainda não li sem especial vergonha. Ainda assim, A Bíblia, que apenas comecei. Mesmo sendo ateu, é uma falha relevante.
Qual o livro que mais o marcou até hoje?
As Vinhas da Ira, de John Steinbeck. Quando o terminei, não era a mesma pessoa.
Qual foi o último livro que ofereceu?
A Vida Airada de Dom Perdigote, do maravilhoso Paulo Moreiras, que veio a ganhar o Prémio PEN muito merecidamente.