Autor da semana: Ken Follett

Tudo o que precisa de saber sobre o autor de «Pilares da Terra».
Ken Follett
Ken Follett | Fotografia: Olivier Fayre
Ken Follett é um dos romancistas de maior sucesso da atualidade, tendo já vendido mais de 150 milhões de livros. No entanto, não foi sempre assim e o seu início de carreira não foi propriamente fácil. Nascido em Cardiff, no País de Gales, em 1949, tal como muitas outras famílias britânicas no período do Pós-Guerra, o autor cresceu sem grandes luxos e, talvez por isso, começou a criar mundos imaginários muito cedo, para se distrair. Como não podia comprar livros, recorria com frequência a bibliotecas públicas e durante a infância era um apaixonado pelas séries Os Cinco e Os Sete, de Enid Blyton. Aos 18 anos, foi estudar filosofia para a University College London e em seguida enveredou pela carreira de repórter. Mas aborrecia-se com esse trabalho, por isso decidiu começar a escrever ficção.
Os livros
Enquanto trabalhava no Evening News, criou o seu primeiro romance, que foi publicado, mas sem sucesso algum. Mais tarde foi trabalhar para uma editora e continuou sempre a escrever, nos tempos livres, sobretudo à noite e durante os fins de semana, até que finalmente, em 1978, o seu 11º romance, O Estilete Assassino, um thriller ambientado na II Guerra, se tornou um enorme sucesso. Seguiram-se quatro thrillers, todos eles também best-sellers: Triplo, A Chave para Rebecca, O Homem de São Petersburgo e O Vale dos Cinco Leões.
Posteriormente, em 1989, Ken Follett surpreendeu os leitores com Os Pilares da Terra, um romance acerca da construção de uma catedral durante a Idade Média. O livro permaneceu na lista de best-sellers do The New York Times durante 18 semanas e quando o The Times de Londres pediu aos leitores que votassem nos melhores romances dos últimos 60 anos, a obra ficou em segundo lugar. O terceiro romance da saga, Uma Coluna de Fogo, sairá em setembro próximo, levando os leitores de volta à fictícia cidade de Kingsbridge. Entretanto, Os Pilares da Terra foram adaptados para uma minissérie de televisão e deram também origem a um jogo de tabuleiro. Depois de ter escrito os dois primeiros volumes dessa série, Follett embarcou naquele que considera o seu projeto mais ambicioso, a trilogia O Século, que percorre a história de todo o século XX, através da perspetiva de cinco famílias ligadas entre si. O primeiro livro, A Queda dos Gigantes, centra-se na I Guerra e na Revolução Russa; o segundo, O Inverno do Mundo, é acerca da Guerra Civil Espanhola e da II Grande Guerra; finalmente, o terceiro, No Limiar da Eternidade, é sobre a Guerra Fria e a segunda metade do século.
Relativamente à sua vida privada, Follett confessa que durante a infância se aborrecia com frequência na escola e admite até que se portava bastante mal. Mas tudo mudou com a chegada da adolescência: “Quando comecei a interessar-me por raparigas, a escola tornou-se subitamente muito mais interessante.” Atualmente é casado com Barbara Follett, uma ativista política que foi Ministra da Cultura do governo de Gordon Brown. Vivem entre Stevenage, Londres, e a casa de praia que possuem em Antigua, no Caribe.
Os dias do escritor são muito estruturados. Diz que funciona melhor de manhã e que, mal acorda, deita mãos ao trabalho, escrevendo geralmente até cerca das quatro da tarde. Ao fim do dia prefere relaxar, com um bom vinho e um bom prato.
É um apaixonado pela obra de Shakespeare e assiste frequentemente a encenações das peças do Bardo. Também é um músico amador muito entusiasta, tocando baixo numa banda chamada Damn Right I Got the Blues. Mas o seu hobby preferido continua a ser aquele que acabou por tornar-se na sua profissão: escrever.
Ken Follett
O autor a tocar baixo | Fotografia: site do autor
Fonte: ken-follett.com

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