«algumas pessoas nunca enlouquecem», por Charles Bukowski
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8 de fevereiro de 2018
algumas pessoas
algumas pessoas nunca enlouquecem.
eu às vezes fico deitado por trás do sofá
durante 3 ou 4 dias.
hão-de me encontrar lá.
é o Cherub, dirão,
e despejavam-me vinho pela boca abaixo
esfregam-me o peito
salpicam-me com óleos.
então, ergo-me num rugido,
protesto, enraiveço -
praguejo contra eles e contra o universo
enquanto corro com todos
para o relvado da frente.
depois sinto-me muito melhor,
como torrada e ovos,
entoo uma melodia
e subitamente torno-me tão adorável como
uma baleia cor-de-rosa
sobrealimentada.
algumas pessoas nunca enlouquecem.
que vidas verdadeiramente horríveis
devem ter.
Charles Bukowski, Os Cães Ladram Facas
algumas pessoas nunca enlouquecem.
eu às vezes fico deitado por trás do sofá
durante 3 ou 4 dias.
hão-de me encontrar lá.
é o Cherub, dirão,
e despejavam-me vinho pela boca abaixo
esfregam-me o peito
salpicam-me com óleos.
então, ergo-me num rugido,
protesto, enraiveço -
praguejo contra eles e contra o universo
enquanto corro com todos
para o relvado da frente.
depois sinto-me muito melhor,
como torrada e ovos,
entoo uma melodia
e subitamente torno-me tão adorável como
uma baleia cor-de-rosa
sobrealimentada.
algumas pessoas nunca enlouquecem.
que vidas verdadeiramente horríveis
devem ter.
Charles Bukowski, Os Cães Ladram Facas