«Alento», de Mariana Bernárdez

«Mas que não se engane o leitor porque há sempre por trás uma fundura que provém da experiência do viver a poesia, de que esta é a via de conhecimento e de que a autora deixa fluir com uma grande liberdade expressiva (...)». Antonio Colinas

um livro, digo-te
uma porta, dizes-me

E desmontámos a argúcia
E despidos do seu lance
a urgência irrompe
pressa de viver

a primeira casa
talvez a verdadeira
ou essa a que se regressa
porque é inevitável voltar
ao nó primordial
de se saber amado

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un libro, te digo
una puerta, me dices

Y desmontamos la argucia
Y desnudos de su enlace
el apremio irrumpe

urgencia de vivir

la primera casa
quizá la verdadera
o a la que se regresa
porque es inevitable volver
al nudo primordial
de saberse amado.

Mariana Bernárdez, Alento

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