A Poesia Completa de Maria Alberta Menéres
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Com Poesia Completa corrige-se esse injusto esquecimento, publicando-se, pela primeira vez, não apenas os seus primeiros livros de poemas, como também outros dispersos e inéditos.
17 de janeiro de 2020
IV
Mensagem
O que trago de novo, são as mãos
rudes e simples como a terra dá.
– Já me cansei de tudo o que esperava,
e de tudo o que foram ânsias, velhas
como os troncos mais largos dos sobreiros…
O que trago de novo, são os olhos
calmos,
sem a tragédia das centelhas.
– Vem, abstração puríssima e concreta,
vem impedir-me de pensar.
Vem, tão natural e tão completa
como tremem as folhas dos sobreiros,
sem a noção de movimento.
O que trago de novo, são as mãos
rudes e simples como a terra dá.
Sofro dentro de mim, a calmaria
onde as coisas são brancas, cor do vento
que não há.
Maria Alberta Menéres, Poesia Completa
Mensagem
O que trago de novo, são as mãos
rudes e simples como a terra dá.
– Já me cansei de tudo o que esperava,
e de tudo o que foram ânsias, velhas
como os troncos mais largos dos sobreiros…
O que trago de novo, são os olhos
calmos,
sem a tragédia das centelhas.
– Vem, abstração puríssima e concreta,
vem impedir-me de pensar.
Vem, tão natural e tão completa
como tremem as folhas dos sobreiros,
sem a noção de movimento.
O que trago de novo, são as mãos
rudes e simples como a terra dá.
Sofro dentro de mim, a calmaria
onde as coisas são brancas, cor do vento
que não há.
Maria Alberta Menéres, Poesia Completa